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MPRS denuncia cardiologista por crimes sexuais contra pacientes


O MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul) denunciou, nesta semana, o cardiologista Daniel Kollet por crimes sexuais cometidos contra três pacientes adultas durante atendimentos realizados em seu consultório particular.

Esses casos ocorreram em datas diferentes, um em abril de 2024, um em janeiro e outro em março de 2026.

O médico tinha sido preso dentro do mesmo consultório, no dia 30 de março, por importunação sexual e posse sexual mediante fraude contra mais de 30 vítimas, em Taquara, no RS.

A denúncia, apresentada pela promotora de Justiça Silvia Inês Miron Jappe, enquadrou os abusos como estupro de vulnerável, com base no artigo 217-A, parágrafo 1°, do Código Penal, por três vezes.

Segundo o MP, os crimes ocorreram durante as consultas cardiológicas enquanto as mulheres estavam seminuas para realização de exames. Daniel se aproveitaria da confiança de suas pacientes, da sua posição como médico e da situação de vulnerabilidade do momento para realizar os abusos.

O órgão pede ao Poder Judiciário a fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados às três vítimas, além da condenação dele. 

A CNN Brasil tenta contato com a defesa do médico, com o advogado Rômulo Campana. O espaço segue aberto.

Operação contra abuso sexual prende 47 pessoas

Relembre o caso

Segundo o delegado Valeriano Garcia Neto, durante as consultas, o médico aproveitava o momento em que as vítimas estavam sem roupa e se aproximava delas. Ele abraçava, beijava e acariciava as mulheres, sem o consentimento das mesmas.

Durante o depoimento de três vítimas, com idades entre 30 e 42 anos de idade, a polícia observou que os relatos eram semelhantes e coesos entre si demonstrando o modus operandi do suspeito. Em um dos casos relatados, a vítima possuía apenas 16 anos na época do crime.

A investigação apurou também que o médico agia desta forma há, pelo menos, dois anos e ao final da consulta, após os atos cometidos contra as vítimas, ele sempre pedia para manter segredo.

O delegado ainda afirmou à CNN Brasil, que, durante a prisão, o médico teria admitido, informalmente, que abraçava as vítimas, com a “intenção de demonstrar carinho e de orientações espirituais”.

Na época da prisão, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que medidas administrativas foram tomadas para investigação do caso. Veja nota na íntegra:

“O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) tomou conhecimento dos fatos, e medidas administrativas já foram tomadas para investigação do caso. A situação é grave e deve ser apurada com rigor. Se comprovada a denúncia, todas as ações necessárias serão tomadas para punir os responsáveis.”



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