Alan Jones, segundo australiano e primeiro piloto da Williams a conquistar o título mundial de Fórmula 1, morreu nesta quinta-feira (5), poucos dias após completar 80 anos.
Jones seguiu os passos de seu compatriota Jack Brabham (1926-2014) ao garantir o campeonato de pilotos em 1980, tornando-se o primeiro dos sete campeões mundiais da equipe britânica.
“É com extrema tristeza que anunciamos o falecimento do nosso amado Alan, que nos deixou em 5 de novembro após uma breve enfermidade”, afirmou sua esposa, Amanda Butler-Davis, em comunicado divulgado em seu nome pela Motorsport Australia.
“Ele deixará muitas saudades e será lembrado com muito carinho por seus entes mais próximos, além dos inúmeros fãs cujo apoio ele sempre agradeceu.”
Um piloto decidido e firme, Jones era o perfil exato do competidor que Frank Williams procurava ao construir a equipe que conquistaria nove títulos mundiais de construtores entre as décadas de 1980 e 1990.
“Ele nunca precisou de apoio psicológico, porque era um tipo muito determinado e decidido”, disse Williams, falecido em 2021, sobre o australiano, segundo o site oficial da categoria.
“Ele não precisava de ninguém para mimá-lo ou segurar sua mão, e é assim que deve ser. Não deveria ser necessário eu perguntar a um piloto se ele está feliz ou se precisa trocar de roupa íntima.”
Relembre a carreira
Nascido em Melbourne e filho de um piloto de corridas, Jones mudou-se para a Europa para seguir suas ambições e estreou na Fórmula 1 ao volante de um Hesketh no Grande Prêmio da Espanha de 1975.
Ele conquistou a primeira de suas 12 vitórias na Áustria, pela equipe Shadow, em 1977, mas sua carreira permaneceu discreta até se juntar à Williams em 1978.
Jones venceu cinco corridas no campeonato de 1980 e subiu ao pódio em todas as provas que concluiu, exceto uma, garantindo o título à frente do brasileiro Nelson Piquet.
Ele permanece até hoje como o último australiano campeão de Fórmula 1 e o último piloto local a vencer o Grande Prêmio da Austrália, ao cruzar em primeiro no Calder Park Raceway, em Melbourne, em 1980, quando a prova ainda não fazia parte do calendário oficial do mundial.
No total, Jones disputou 116 GPs de Fórmula 1 e conquistou sua última vitória em Las Vegas, em 1981, antes de anunciar sua aposentadoria no fim daquela temporada.
Após recusar uma proposta da Ferrari e fazer aparições pontuais em duas corridas, Jones retornou em definitivo à Fórmula 1 com a recém-criada equipe Haas em 1985, correndo sem grande destaque ao longo da temporada de 1986 antes de se aposentar definitivamente.
Ele seguiu competindo em provas de turismo e endurance, principalmente na Austrália, até os primeiros anos dos anos 2000, fazendo sua despedida na V8 Supercars em 2002.
Após o fim da carreira na Fórmula 1, Jones tornou-se comentarista de automobilismo na televisão australiana, onde suas análises precisas e seu estilo direto conquistaram o público.
“Alan dedicou sua vida ao automobilismo, construindo um legado que continuará vivo por meio das inúmeras pessoas que ele impactou ao longo do caminho”, dizia o comunicado de sua esposa.
“Com suas conquistas, paixão e personalidade inconfundível, tanto dentro quanto fora das pistas, Alan deixou uma marca duradoura no esporte, tanto na Austrália quanto no mundo.”










