Veja as principais notícias no MODO STORIES
Câmara de Nova Mutum aprova indicação para prevenção de amputações causadas pela diabetes
Junta Nacional Eleitoral considera votação suplementar no Peru “inviável”
Por unanimidade, STF mantém prisão de ex-presidente do BRB
Vírus criado pelos Estados Unidos é descoberto após 20 anos de sabotagem
Inpasa apresenta soluções que unem etanol de grãos, energia limpa e nutrição animal de alta performance
EUA interceptam nova embarcação de bandeira iraniana, diz Exército
Varejo não acompanha queda no valor do suíno e preocupa produtor em MT
Gangue ‘quebra-vidro’: helicóptero da PM ajuda a prender suspeito; veja
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Junta Nacional Eleitoral considera votação suplementar no Peru “inviável”


A apuração dos votos no Peru foi concluída nesta quinta-feira (23), mas ainda levará semanas até que os resultados finais da eleição presidencial sejam conhecidos, já que a revisão dos registros contestados pode alterar a pequena margem entre o segundo e o terceiro lugar.

Enquanto isso, as autoridades enfrentam pressão devido a possíveis contestações judiciais decorrentes das críticas ao processo eleitoral.

A candidata conservadora Keiko Fujimori (17,05%) garantiu sua vaga no segundo turno, marcado para junho. No entanto, o candidato de esquerda Roberto Sánchez (12,03%) tem apenas 20 mil votos de vantagem sobre o candidato de ultradireita Rafael López Aliaga (11,91%), portanto, o resultado dependerá da revisão dos cerca de 5 mil registros enviados aos Tribunais Eleitorais Especiais, que representam 5,6% do total.

A JNE (Junta Nacional Eleitoral) estabeleceu o prazo de 15 de maio para anunciar os resultados finais, dando assim tempo aos candidatos para se prepararem para o segundo turno.

Enquanto isso, nesta sexta-feira (24), foi noticiado que a realização de eleições suplementares era considerada “inviável”.

Renúncia, acusações e especulações

O dia das eleições em Lima, onde falhas logísticas na distribuição de materiais causaram atrasos de várias horas na abertura de centenas de seções eleitorais, colocou o ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais) no centro das críticas.

Após dias de acusações, o chefe do órgão, Piero Corvetto, apresentou sua renúncia, que foi aceita pela JNJ (Junta Nacional de Justiça), apesar de a lei estipular que seu cargo é “irrevogável” enquanto uma eleição ou referendo estiver em andamento.

O Procurador-Geral Tomás Gálvez informou que o Ministério Público solicitou a prisão preventiva de Corvetto, que está sendo investigado pelo suposto crime de conluio. No entanto, a prisão não foi efetuada. O ex-funcionário declarou em sua carta de renúncia que está à disposição das autoridades para esclarecer os fatos.

A Procuradoria-Geral do Peru e a Polícia Nacional realizaram buscas na casa de Corvetto na madrugada desta sexta-feira.

“Neste momento, a Diretoria Anticorrupção da Polícia Nacional está realizando 12 buscas”, afirmou a Diretoria em sua conta nas redes sociais.

As autoridades informaram que as buscas incluíram “propriedades ligadas ao ex-chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais, ex-funcionários e o representante legal da empresa Galaga, pelo suposto crime de conluio agravado”.

López Aliaga, que alega ter sido o mais afetado pelos atrasos em Lima (seu reduto eleitoral) devido a cidadãos que supostamente desistiram de votar por causa das longas filas, continua alegando fraude sem apresentar qualquer prova.

“Corvetto vai passar 20 anos na prisão. Vou garantir isso. Vou persegui-lo até a morte”, disse ele em uma transmissão ao vivo em suas redes sociais.

O líder do Renovação Nacional insistiu em sua exigência de que a Junta Nacional Eleitoral anule as eleições ou convoque eleições suplementares, embora nenhuma dessas opções esteja prevista em lei.

Corvetto rejeitou as acusações contra ele em declarações à imprensa local.

Em meio à crise de legitimidade eleitoral em um país já abalado pela instabilidade política e pela falta de força institucional, a JNE realizou uma ampla reunião na quarta-feira (22), para a qual também foi convidado o novo chefe interino do ONPE (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), Bernardo Pachas.

Nesta sexta-feira, em comunicado, a JNE indicou que o “Plenário da Junta Nacional Eleitoral declara, por unanimidade, que a realização de eleições suplementares no âmbito das eleições gerais não é viável”.

Fujimori já havia comentado anteriormente sobre a possibilidade de uma nova votação.

“Estamos acompanhando de perto as decisões e os anúncios da Junta Nacional Eleitoral (JNE) sobre as eleições suplementares, sobre as quais ainda não sabemos se ocorrerão ou não”, disse o candidato da Fuerza Popular, em declarações citadas pelo El Comercio.

Enquanto isso, partidos de esquerda pedem o fim dessas especulações e instam ao respeito pelo voto popular. Diversos grupos realizaram um protesto na quarta-feira em frente à sede da JNE para impedir que ela ceda aos pedidos de eleições suplementares em Lima ou à anulação de todo o processo.

“O que a Junta Nacional Eleitoral pretende fazer é minar e gerar uma decisão absolutamente ilegal e inconstitucional: eleições suplementares com base em um pedido feito pela Renovación Popular”, disse a deputada Ruth Luque, candidata ao Senado pelo partido de centro-esquerda Ahora Nación.

Enquanto isso, o advogado de Roberto Sánchez, Roy Mendoza, afirmou que, se a JNE concordar em convocar novas eleições, estará cedendo à pressão e à extorsão eleitoral de certos partidos políticos.

A este respeito, a Associação Civil Transparência, membro de uma das principais missões de observação eleitoral, instou as autoridades a prosseguirem “dentro do quadro legal e com a transparência necessária para reconquistar a confiança do público”.

Em comunicado, indicou que “é urgente que a contagem dos votos do primeiro turno seja concluída e que o calendário estabelecido para o segundo turno das eleições presidenciais seja respeitado”.

Crise institucional persiste

Quando José María Balcázar assumiu a presidência em fevereiro, após a destituição de José Jerí (a oitava mudança no Poder Executivo na última década), prometeu garantir uma transição eleitoral pacífica e transparente. Contudo, o seu governo envolveu-se numa nova crise política esta semana.

O presidente ordenou a suspensão da compra de caças F-16 aos Estados Unidos, deixando a decisão para a nova administração, que deverá tomar posse no final de julho.

Na quarta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros e o ministro da Defesa demitiram-se em protesto contra esta medida, alegando que o presidente estava mentindo, uma vez que o contrato já teria sido assinado, apesar das afirmações de Balcázar em contrário.

Posteriormente, o Conselho de Ministros declarou que cumpriria o acordo, e o Ministério da Economia confirmou o primeiro pagamento.

As Forças Armadas assinaram o contrato sabendo da oposição do Presidente? O Ministro da Defesa cessante, Carlos Díaz, afirmou que a compra seguiu os procedimentos formais e que Balcázar não emitiu uma ordem por escrito.

“Ninguém pode interromper um processo de seleção verbalmente”, declarou à imprensa.

Nesse contexto, o Terceiro Vice-Presidente do Congresso, Ilich López, anunciou que está promovendo uma moção de censura contra Balcázar por sua posição sobre a compra das aeronaves.

Fernando Rospigliosi, presidente do Congresso, comentou que, se as assinaturas necessárias forem obtidas, o processo deverá ser “devidamente encaminhado”. Nesse caso, o Peru estaria a poucos passos de alcançar a marca de 10 presidentes em 10 anos.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News