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Venda de produtos alimentícios deve movimentar a economia durante a Copa do Mundo de 2026


A paixão do brasileiro pelo futebol ajuda a movimentar a economia nacional, seja com a compra de TVs, seja reunindo “a galera” para assistir às partidas em bares e restaurantes das cidades. Mas o que mais deve impulsionar o comércio neste ano é a compra de produtos alimentícios em hipermercados e supermercados.

A pesquisa Copa do Mundo 2026, elaborada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostrou que o período de jogos do Mundial deverá gerar um impacto positivo de R$ 4,32 bilhões no faturamento do comércio varejista brasileiro.

Segundo análise da CNC, o montante representa um aumento real de 6,5% em relação ao faturamento consolidado há quatro anos, registrado na edição de 2022, quando o varejo nacional contabilizou um faturamento extra de R$ 3,76 bilhões em razão do evento.

Sobre o tema, o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou o crescimento histórico que os jogos trazem para os estabelecimentos do setor alimentício.

“A Copa do Mundo, historicamente, é o evento que aumenta a demanda por alimentos e bebidas para confraternizações, o que amplia a movimentação em bares e restaurantes que transmitem as partidas. Dessa vez, mercados e supermercados devem representar a maior fatia no estado, ampliando o fluxo de consumidores e gerando oportunidades de negócios para diferentes segmentos do comércio e dos serviços em Mato Grosso”, disse Wenceslau Júnior.

A pesquisa da CNC detalha, ainda, que o ramo de produtos alimentícios e bebidas deve responder por 68,7% das vendas. Na sequência, vestuário e acessórios devem registrar o segundo maior impacto, com 18,5% das vendas. Já os artigos de uso pessoal e doméstico, como eletroeletrônicos, devem responder por apenas 6%.

Com relação ao estado, o presidente da Federação afirmou:

“Considerando a representatividade de Mato Grosso na economia e no mercado de trabalho nacional, estima-se que a Copa do Mundo deste ano possa gerar um impacto adicional entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões no comércio estadual, com base em dados do IBGE e da própria CNC.”

A menor intenção de compra de produtos de maior valor agregado, especialmente os eletroeletrônicos, segundo análise da CNC, reflete a taxa Selic atual (14,5% ao ano), que segue significativamente acima do patamar observado às vésperas do Mundial de 2022 (12,75%). O menor estímulo às compras a prazo também se reflete na taxa média de juros das operações de crédito para pessoas físicas, atualmente superior a 61% ao ano, enquanto, em meados de 2022, situava-se abaixo de 50% ao ano.

Ainda conforme a análise, a procura por esses produtos segue 15,6% abaixo da verificada às vésperas da Copa de 2022, permanecendo também aquém dos níveis observados em 2014 e 2018.

Diante do crédito mais caro, a tendência é que as vendas em determinados segmentos reajam de forma diferenciada, concentrando-se fortemente no consumo imediato de alimentos, bebidas e artigos de menor valor. (com Assessoria)

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