Veja as principais notícias no MODO STORIES
Moraes concede prisão domiciliar humanitária a Márcio Poncio
Secretaria de Saúde investiga duas mortes por suspeita de dengue e reforça alerta para prevenção durante a estiagem em Lucas do Rio Verde
Ataques de Israel em Gaza matam seis pessoas, incluindo uma criança
Fotógrafo morre após sofrer acidente de moto em MT
Mato Grosso cria tribunal de conciliação para evitar que “guerra de bilhões” do agro pare na Justiça
Brasil é superado pelos Estados Unidos por 3 a 0 no vôlei feminino
“Quem Ama Cuida”: 3 acontecimentos que mudarão rumo da novela nesta semana
Presidente da FIFA quebra o silêncio sobre as chances da Copa do Mundo de 2030 t…
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Caso Master “foi muito longe” e abalou credibilidade do BC, diz Armínio


O caso envolvendo o Banco Master abalou a credibilidade do BC (Banco Central), mas as recentes investigações permitirão que a autarquia recupere a confiança, afirma o ex-presidente da autoridade monetária, Armínio Fraga.

Ao CNN Money, o ex-BC diz que a situação envolvendo o banco de Daniel Vorcaro “foi muito longe”, e que os recentes desdobramentos da investigação da Polícia Federal deixam claro a existência de um “foco de infecção” na estrutura da autarquia.

“A credibilidade do BC estava abalada com o caso Master. Agora começa a ficar claro que havia um foco de infecção lá dentro, e o BC vai poder recuperar a sua credibilidade de sempre”, disse.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso nesta quarta-feira (4), em nova fase da operação Compliance Zero, após determinação do ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A decisão aponta indícios de que o grupo investigado mantinha uma estrutura organizada para cometer crimes financeiros, corromper agentes públicos e monitorar críticos, incluindo jornalistas. O empresário teria feito uma ofensiva contra envolvidos e testemunhas ligadas ao caso.

A operação deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 apura suspeitas de fraude na instituição financeira, que já foi liquidada pelo BC.

Além de Vorcaro, a operação mirou outros suspeitos envolvidos no caso Master, incluindo dois ex-servidores do BC: o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana.

Ambos já estavam afastados de suas funções desde o fim do ano passado, após decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Os dois ex-servidores prestavam uma “consultoria informal” a Daniel Vorcaro, segundo a PF.

De acordo com a corporação, os dois participavam de um grupo de Whatsapp com o banqueiro, criado para facilitar a comunicação direta entre os envolvidos e permitir a discussão de estratégias de temas de interesse do Master.

Segundo as investigações, eles teriam recebido dinheiro para passar informações ao banqueiro e ajudar na elaboração de pedidos ao órgão.

“Descrevemos o relacionamento ilícito entre o banqueiro Daniel Vorcaro e os servidores do Banco Central Paulo Sérgio e Belline Santana, bem como os graves indícios de recebimento mensal de vantagens indevidas”, diz a decisão de Mendonça.

A PF diz que Paulo Sérgio revisava minutas de documentos e comunicações institucionais elaboradas pelo Banco Master e destinadas ao próprio Banco Central, sugerindo alterações e ajustes antes da formalização dos documentos perante a autarquia supervisora

A corporação afirma que há indícios de que Paulo Sérgio tenha recebido vantagens indevidas. Um elo entre a relação dele com Vorcaro é descrito a partir de uma viagem que o servidor faria à Disney. A PF afirma que Vorcaro mandou providenciar um serviço de guia para a visita.

Segundo a PF, Vorcaro solicitava conversas por ligação com Belline Santana para tratar de assuntos sensíveis, indicando a intenção de evitar o registro escrito das comunicações. A corporação afirma que o servidor participou de reuniões privadas com o banqueiro, inclusive fora das dependências do BC, nas quais foram discutidos temas estratégicos relativos à atuação e ao posicionamento do Banco Master perante a autoridade reguladora.

Belline, ainda de acordo com a PF, revisava documentos e comunicações institucionais elaboradas pelo Banco Master, destinados à própria autarquia supervisora.

*Com informações de Isabel Mega, Matheus Teixeira e Teo Cury



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News