A Secretaria Municipal de Saúde de Lucas do Rio Verde confirmou que está investigando dois óbitos por suspeita de dengue registrados no município, sendo um ocorrido no mês de junho e outro na última semana. De acordo com a secretária adjunta de Saúde, enfermeira Kely Paludo, ainda não há conclusão sobre a causa das mortes e, por isso, não é possível afirmar que os casos tenham sido provocados pela doença.
Segundo a gestora, a investigação segue um protocolo técnico que envolve a análise do atendimento ambulatorial, da internação hospitalar e de informações encaminhadas à Secretaria de Estado de Saúde. O processo, conforme explicou, costuma levar entre 30 e 60 dias para ser concluído, pois depende da participação de diferentes setores da rede pública de saúde.
Kely Paludo também esclareceu que há informações sobre a possibilidade de a paciente que morreu na última semana apresentar outras condições de saúde que possam ter contribuído para o óbito. No entanto, reforçou que qualquer conclusão será divulgada apenas após o encerramento da investigação epidemiológica.
Além de atualizar a situação dos casos, a secretária adjunta fez um alerta à população para que os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti sejam mantidos durante todo o ano. Ela destacou que, mesmo no período de estiagem, a transmissão da dengue continua ocorrendo e que chuvas fora de época, somadas às altas temperaturas, favorecem a proliferação do mosquito.
A profissional explicou que a presença da doença durante a seca ocorre porque muitos criadouros estão dentro das residências e independem das chuvas. Vasos de plantas, recipientes utilizados para água de animais, ralos e qualquer objeto que acumule água podem servir de ambiente para o desenvolvimento das larvas do mosquito.
“Dengue não acontece apenas no período chuvoso. O mosquito está presente durante todo o ano e é preciso manter a vigilância permanente dentro de casa”, alertou.
Como medida preventiva, Kely orienta que cada morador reserve pelo menos cinco minutos por semana para vistoriar o quintal e eliminar possíveis focos do mosquito. A simples eliminação de recipientes com água parada, segundo ela, é uma das formas mais eficazes de interromper o ciclo do Aedes aegypti.
A secretária também lembrou que a vacina contra a dengue já faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para os grupos contemplados pelo Ministério da Saúde e está disponível nas unidades de saúde do município. No entanto, ressaltou que a imunização deve ser acompanhada das ações de combate aos criadouros, principal estratégia para reduzir os casos de dengue, zika e chikungunya.
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