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AL: Camponeses ocupam a superintendência do INCRA para exigir desapropriação de terras e relembram o Massacre de Eldorado dos Carajás


No dia 15 de abril, cerca de 400 camponeses de movimentos populares de luta pela terra realizaram uma marcha pelo centro de Maceió e ocuparam a sede da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). A marcha teve como objetivo exigir do velho Estado a dita reforma agrária, a tanto tempo prometida pelos sucessivos governos do oportunismo e denunciar a repressão à luta pela terra promovida pelo latifúndio.

A mobilização realizada pelos camponeses, se estende por todo o país durante o mês de abril, mês que marca os 30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, lembrado no dia 17 de abril. Estiveram presentes no ato a Frente Nacional de Luta (FNL), o Movimento Terra e Trabalho (MTL), o Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), o Movimento Popular de Luta (MPL), a Comissão da Pastoral da Terra (CPT), o Movimento Via do Trabalho (MVT), Terra Livre (TL) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

A mobilização expôs os limites históricos dos governos oportunistas em enfrentar de maneira cabal as contradições fundiárias no campo brasileiro. Enquanto não entrega as terras que a décadas promete aos camponeses pobres, ano após ano bate recordes no valor montante do Plano Safra: para o ano de 2024/25, a cifra de R$400,59 bilhões foi destinada ao “agronegócio”. Para o ano de 2026, já está programado um aumento no orçamento para o latifúndio, R$116 bilhões a mais, um total de R$516,2 bilhões entregues para o novo Plano Safra.

No dia 16, os camponeses realizaram um ato em frente ao Tribunal de “Justiça” de Alagoas para exigir celeridade do judiciário nos processos referentes às terras da antiga Usina Laginha, localizada no município de União dos Palmares e Guaxuma, em Coruripe, além de outras áreas em processo de regularização no estado de Alagoas. A história da Usina Laginha está repleta de controvérsias, incluindo denúncias de trabalho escravo, conflitos por terras e irregularidades trabalhistas. A Laginha acumulou passivos trabalhistas e previdenciários, levando a ações judiciais de ex-funcionários. Em 2018, a usina entrou em processo de falência, deixando trabalhadores sem receber.

A Agroindústria S/A foi fundada pelo latifundiário e ex-deputado federal, João Lyra, que morreu aos 90 anos em 2021 em decorrência da Covid-19. O ex-deputado era pai de seis filhos, sendo a mais conhecida Thereza Collor (ex-mulher de Pedro Collor de Mello, irmão do ex-presidente da República, Fernando Collor de Melo)

Massacre de Eldorado

O Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 17 de abril de 1996, completa 30 anos como um dos maiores crimes cometidos pelo velho Estado na  história do Brasil. Na curva do S da rodovia PA-150, no sul do Pará, 21 camponeses sem terra foram assassinados por policiais militares durante um protesto do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) que exigia a desapropriação de terras para a reforma agrária (Latifúndio de 40.000 hectares onde viviam 3,5 mil famílias). Cerca de 1,500 pessoas, incluindo mulheres, crianças e idosos, foram surpreendidas por uma tropa de 164 policiais, que disparou à queima-roupa, atingindo  camponeses nas costas e na nuca.

Impunidade permanece

Apesar da “comoção nacional”, a impunidade é a regra, “crime do rico, a lei o cobre”. Passadas quase três décadas, apenas dois policiais foram condenados: o coronel Mário Pantoja e o major José Oliveira, comandante da operação. Dos 164 policiais envolvidos, a maioria foi absolvida por “falhas nas investigações”. O governo do estado do Pará à época, encabeçado por Almir Gabriel (PSDB), e a alta esfera da “segurança pública” nunca foram responsabilizados. Segundo a Comissão da Pastoral da Terra (CPT), mais de 90% dos crimes no campo no Pará seguem impunes.

Contradições entre latifúndio e campesinato

As contradições entre latifúndios e a luta pela terra no Brasil, principalmente em estados como Rondônia, são profundas e violentas. Enquanto milhões de hectares de terras improdutivas ou griladas permanecem concentrados nas mãos de poucos, comunidades inteiras, famílias camponesas, indígenas, quilombolas e sem-terra vivem em acampamentos precários, sem acesso à terra, à moradia digna e ao trabalho.

A fazenda Norbrasil, por exemplo, localizada no distrito de Nova Mutum Paraná, em Porto Velho (RO), é um dos epicentros da violência no campo e do conflito entre latifundiários e camponeses sem terra. A fazenda está ligada ao latifundiário Antônio Martins, conhecido como “Galo Velho”, apontado como um dos maiores grileiros de terras de Rondônia. Investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF), ele é acusado de liderar uma organização criminosa que teria lucrado mais de R$330 milhões com grilagem de terras e fraudes entre 2011 e 2015.

A autodefesa organizada por camponeses que hoje ocupam a ex-fazenda NorBrasil, em Nova Mutum Paraná (RO), onde está estabelecida a área Tiago Campin dos Santos, segue derrotando ataques armados de pistoleiros a serviço do latifúndio. O acampamento já foi alvo de diversas ações terroristas do velho Estado e da pistolagem dos latifundiários. Na noite do dia 26 de novembro de 2025, uma ação terrorista a mando do latifúndio buscava incendiar casas e impor o medo às famílias camponesas, mas foi repelida pela resistência organizada das massas que vivem e trabalham na área. A “imprensa lixo” de Rondônia correu para criminalizar os camponeses, chamando a legítima autodefesa de “terrorismo” e “guerrilha rural”, enquanto silencia sobre a atuação de bandos paramilitares, grileiros e policiais a soldo do latifúndio. O episódio expõe o papel do latifundiário João Martins, sua rede de “segurança”, que conta admitidamente com a participação de policiais militares e a conivência dos órgãos oficiais do velho Estado.

Calendário 2026 – Liga dos Camponeses Pobres (LCP)

Como forma de apoio à luta pela terra em nosso país, temos a alegria de fornecer calendários 2026 temáticos produzidos pela Liga dos Camponeses Pobres (LCP)….



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