Veja as principais notícias no MODO STORIES
ATENÇÃO, MOTORISTAS!As obras na Av. do CPA continuam avançando em Cuiabá, e …
Guterres diz que mundo não tem direito de ignorar crise no Haiti
Botafogo negocia dívida milionária com MLS e vê impasse
Bolsonaro diz ao STF que não está proibido de manter arma em casa
Desembargador de MT investigado por esquema de venda de sentenças se aposenta com salário integral
Defensoria amplia Núcleos participantes de mutirão para reduzir número de crianças sem o nome do pai no registro em MT
CERCO FECHADO CONTRA O TRÁFICOUma operação da Polícia Civil em Cuiabá e Várze…
Setor produtivo faz manifesto e pressiona contra fim da taxa das blusinhas
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Guterres diz que mundo não tem direito de ignorar crise no Haiti


Em visita ao Haiti, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, disse na terça-feira (16) que o mundo não tem o direito de desviar o olhar da crise humanitária no país caribenho.

Guterres classificou a crise como “a mais grave em curso no Hemisfério Ocidental e a que piora mais rapidamente”.

O secretário-geral esteve em um acampamento de deslocados internos no país e se reuniu com a força internacional, para alinhar o apoio logístico no combate às gangues. Por fim, Guterres manteve um encontro com o primeiro-ministro, Alix Didier Fils-Aimé.

Segundo a ONU, Guterres solicitou celeridade na transição política, reafirmando a liderança dos haitianos para definir o destino do país e o apoio do mundo.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Violência armada

O Haiti sofre com instabilidade política e conflitos entre grupos armados, que controlam áreas da capital, Porto Príncipe. O país é governado por Fils-Aimé, apoiado pelos Estados Unidos, mas não realiza eleições desde 2016.

Desde o início do ano, a violência fez mais de 2,3 mil mortos e 1,1 mil feridos no país. Segundo texto divulgado pela ONU, Guterres destacou que as maiores vítimas da falta de segurança são mulheres e crianças.

“Com infâncias roubadas, o número de menores recrutados por gangues triplicou em apenas um ano. Atualmente, esses haitianos estão privados de proteção, educação e de um futuro. Outra questão é a da violência de gênero, que a cada dia registra a agressão de uma média de mais de 20 mulheres e meninas no país”, diz o texto das Nações Unidas.

O chefe da ONU criticou que há uma ligação direta entre a ausência da comunidade internacional e a falta de segurança para o povo haitiano. Para ele, a indiferença global é “a maior desgraça” que se abate sobre o Haiti.

Indiferença internacional

Os dados também apontam que 6 milhões de pessoas enfrentam insegurança alimentar no país e que há 1,5 milhão de deslocados pela violência. O Haiti tem aproximadamente 12 milhões de habitantes.

O líder das Nações Unidas disse a jornalistas durante a visita que “o avanço das gangues criminosas tenta roubar o futuro do país, mas que a solidariedade internacional e a cooperação local começam a desenhar uma luz no fim do túnel”.

No último ano, equipes de agências internacionais e parceiros humanitários prestaram auxílio essencial para quase 3 milhões de pessoas no país.

O esforço, entretanto, é limitado pela falta de compromisso da comunidade internacional. Segundo a ONU, os fundos para o Plano de Resposta Humanitária obtiveram apenas 25% dos recursos necessários para alcançar a meta de US$ 880 milhões neste ano.

Guterres ressaltou que “o Haiti não está pedindo caridade, mas que o mundo cumpra sua palavra em um momento em que não pode esperar”.

Mesmo assim, o secretário-geral da ONU afirmou que “uma virada que já começou” no país, e destacou que bairros de Porto Príncipe estão sendo recuperados pelo Estado, que demonstra sinais de uma retoma gradual.

“Por trás dos números, existe um povo de coragem admirável que recusa a se curvar diante da violência”.

Batalha vetada pela Fifa

Poucos dias depois de a seleção de futebol do Haiti ser forçada a mudar de uniforme na Copa do Mundo de futebol por causa de referências à luta pela independência em sua camisa, o secretário-geral da ONU citou a batalha censurada pela federação de futebol.

Em tom otimista, Guterres afirmou que, em 1803, na Batalha de Vertières, contra colonizadores franceses, “o povo haitiano conquistou o impossível ao quebrar suas correntes e se libertar”. Segundo ele, “esse mesmo espírito vive hoje”.

Além de anticolonial, a Independência do Haiti também tem importância histórica por ter sido um movimento protagonizado por pessoas negras escravizadas.

Para exaltar essa memória, o Haiti trazia no uniforme uma ilustração de revolucionários empunhando a bandeira do país, o que a Fifa considerou que viola o regulamento da competição.

O Haiti é o próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo. Os dois países se enfrentam na sexta-feira (19), às 21h30.

*Com informações de ONU News.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News