O comércio varejista de Mato Grosso encerrou o primeiro bimestre de 2026 com um crescimento acumulado de 2,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Embora o desempenho estadual tenha superado a média nacional em 1,5 ponto percentual, o estado registrou a menor expansão entre as unidades da região Centro-Oeste. No topo do ranking regional figuram o Distrito Federal (5,9%), seguido por Goiás (3,4%) e Mato Grosso do Sul (3,1%).
Os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE, revelam um cenário de retração no curto prazo para o setor mato-grossense. Na comparação entre fevereiro e janeiro deste ano, o volume de vendas no estado recuou 3,6%, configurando a queda mensal mais expressiva do país. O índice contrasta com o cenário nacional, que apresentou avanço de 0,6%, e com o desempenho positivo dos demais estados do Centro-Oeste no mesmo recorte.
No comparativo anual — fevereiro de 2026 contra fevereiro de 2025 —, o comércio de Mato Grosso registrou retração de 1,3%. O resultado negativo coloca o estado em sentido oposto à média do Brasil, que obteve crescimento de 0,2% no período. No acumulado dos últimos 12 meses, o varejo nacional sustenta uma alta de 1,4%, enquanto o varejo ampliado, que engloba veículos e materiais de construção, apresenta variação negativa de 0,4%.
A análise dos indicadores aponta para uma desaceleração momentânea no varejo local, apesar do saldo positivo no acumulado do ano. Enquanto a média móvel trimestral brasileira manteve-se em patamares estáveis (0,2%), Mato Grosso enfrenta desafios para sustentar o ritmo de crescimento observado no início do período, especialmente diante da volatilidade registrada no segundo mês do ano.
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