A Copa do Mundo de 2026 foi oficialmente iniciada nesta quinta-feira (11). A competição, com sede em México, Estados Unidos e Canadá, já nasce marcada por polêmicas relacionadas às restrições de imigração impostas pelo governo de Donald Trump a cidadãos de determinadas nações classificadas para o torneio.
Segundo o editor de Internacional Diego Pavão, a origem das restrições remonta ao fim do ano passado, quando Trump colocou em vigor a chamada Proclamação 10998.
A medida lista mais de 30 países que, segundo Washington, não são transparentes sobre os cidadãos que solicitam vistos para os Estados Unidos. Entre as informações exigidas pelos Estados Unidos para a obtenção do visto estão antecedentes criminais e relação com terrorismo.
“Os EUA dizem que esses países dessa lista não compartilham as informações no padrão que os americanos gostariam”, explicou Pavão ao Bastidores CNN desta quinta-feira.
De acordo com o jornalista, três seleções classificadas para a Copa do Mundo são diretamente afetadas pela medida: Irã, Haiti e Senegal.
O Irã e o Haiti enfrentam banimento total, enquanto o Senegal está sujeito a uma restrição parcial.
No caso do Senegal, os vistos não são negados formalmente, mas o prazo de análise pode chegar a 12 ou 24 meses. “O que inviabiliza, claro, qualquer viagem para a Copa do Mundo que começa hoje”, afirmou Pavão.
Irã e Haiti
Além da ausência de relações diplomáticas formais entre Teerã e Washington há décadas, os Estados Unidos classificam o Irã como um estado patrocinador do terrorismo.
Como consequência, torcedores iranianos e até jornalistas locais não foram autorizados a entrar no território americano.
“Quando o Irã estrear na Copa, em 15 de junho, contra a Nova Zelândia, a torcida presente será composta majoritariamente por iranianos que já residem de forma regular nos Estados Unidos”, explicou Pavão.
Já no caso do Haiti, a preocupação das autoridades americanas é diferente: o temor é de que pessoas autorizadas a entrar nos Estados Unidos com visto temporário optem por permanecer no país além do prazo permitido.
Apesar das restrições, foi concedida uma isenção específica para jogadores, comissão técnica e pessoas diretamente ligadas às seleções afetadas, permitindo sua participação na competição.











