Os tenistas perderão uma isenção de longa data em relação às rigorosas exigências antidoping sobre a indicação de sua localização durante os torneios a partir de janeiro de 2027, informou a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA) nesta quarta-feira (21).
Alterações no Código Mundial Antidoping exigem que os jogadores incluídos no Grupo de Testes Registrados (RTP) de um esporte disponibilizem uma janela diária de 60 minutos para testes durante as competições a partir de 2027, encerrando uma isenção anteriormente concedida ao tênis devido à imprevisibilidade das agendas dos jogadores.
A ITIA, órgão independente que zela pela imparcialidade no esporte, informou que reduzirá o tamanho de seu RTP, transferindo cerca de 80% dos jogadores atualmente no grupo para um grupo de testes ampliado, no qual a exigência diária de 60 minutos não se aplicará.
“Os jogadores que permanecerem no RTP reduzido deverão disponibilizar uma janela de tempo diária de 60 minutos, assim como os atletas de todos os esportes em conformidade com a Wada (agência antidoping mundial), tanto dentro quanto fora de competição”, acrescentou a ITIA.
O número de jogadores selecionados em ambos os grupos de testes será, em linhas gerais, consistente com os grupos atuais, e é improvável que a frequência e o volume dos testes sejam alterados.
As novas regras também proporcionarão maior proteção aos jogadores que puderem comprovar que um resultado positivo no teste foi causado por contaminação, inclusive por medicamentos, alimentos ou bebidas, exposição ambiental ou outra pessoa.
Elas também proporcionarão maior flexibilidade nas sanções em determinadas circunstâncias, com opções focadas na reabilitação em alguns casos de uso recreativo de drogas não relacionados ao desempenho esportivo.
Os atletas serão informados em novembro a qual grupo foram designados, embora as classificações individuais não sejam divulgadas publicamente.
Todos os atletas, independentemente de seu status no grupo de testes, devem fornecer uma amostra quando solicitado por uma autoridade de controle de doping. A recusa pode acarretar uma suspensão de até quatro anos.










