A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) abriu uma participação pública voltada à redução das perdas de água nos sistemas de abastecimento dos municípios regulados pela agência.
A iniciativa foi aberta por meio da Tomada de Subsídios nº 001/2026 e tem como objetivo reunir dados, experiências e sugestões que possam contribuir para a elaboração de uma futura regulamentação sobre controle e redução das perdas de água potável.
Atualmente, a Ager regula os serviços de saneamento de Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum. A proposta também poderá alcançar outros municípios que futuramente firmarem convênio de regulação com a agência.
Segundo a Ager, a participação pública será usada para ajudar na definição de critérios, metas e mecanismos de acompanhamento. A ideia é melhorar a eficiência dos serviços de abastecimento e distribuição de água, ampliar a transparência e reforçar a proteção dos consumidores.
A tomada de subsídios segue as diretrizes da Norma de Referência nº 15/2025, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, a ANA. A norma estabelece referências nacionais para a redução progressiva e o controle das perdas de água potável nos sistemas de abastecimento.
Quem pode participar
A consulta é aberta a municípios, prestadores de serviços, especialistas, universidades, consumidores e demais interessados no tema.
Segundo o diretor regulador de Ouvidoria e Saneamento da Ager, Jossy Soares, a proposta é justamente permitir que diferentes setores contribuam com informações e experiências para a construção da futura regulamentação.
Prazo vai até novembro
As contribuições poderão ser enviadas até as 23h59 do dia 25 de novembro.
O envio deve ser feito exclusivamente pelo formulário eletrônico da Tomada de Subsídios nº 001/2026, disponível no site da Ager, na área Transparência, dentro da seção Tomada de Subsídios. Manifestações encaminhadas por outros meios não serão consideradas.
A discussão sobre perdas de água é considerada importante porque parte da água tratada pode deixar de chegar efetivamente ao consumidor por problemas como vazamentos, falhas de medição, ligações irregulares ou outras deficiências no sistema de distribuição.










