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Tenente-coronel é alvo de novo mandado de prisão pela Justiça comum


Após ser preso nesta quarta-feira (18), o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é alvo de um novo mandado de prisão, expedido pela Justiça comum, nesta quinta-feira (19). Ele é réu pela morte da esposa Gisele Alves Santana, no último dia 18 de fevereiro, no apartamento do casal no bairro do Brás, região central de São Paulo.

A Polícia Civil irá cumprir a medida expedida pela 5ª Vara do Júri da Capital. Nesta quarta, Geraldo foi alvo do mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Militar.

Ele passará por audiência de custódia no Fórum Criminal da Barra Funda ainda hoje e depois retornará ao Presídio Militar Romão Gomes, na zona Norte da capital, onde permanecerá durante o período de prisão preventiva.

Ainda nesta quarta, após a prisão, a Justiça paulista aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o tenente-coronel por feminicídio, por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima, além de fraude processual por tentar simular um suicídio após o crime.

Geraldo havia sido preso após decisão da Justiça Militar

O TJMSP (Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo) decretou na madrugada de quarta-feira (18), a prisão preventiva do tenente-coronel por suspeita de feminicídio e fraude processual.

Além disso, o órgão entendeu que há risco de interferência nas investigações, inclusive pela possibilidade de influência do oficial sobre testemunhas.

Geraldo foi preso em sua residência em São José dos Campos, no interior de São Paulo, pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio do 8° Distrito Policial, do Brás/Belenzinho.

Segundo o TJMSP, o pedido de prisão foi proferido com base na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de preservação da hierarquia e disciplina militares.

Entenda o caso

De acordo com a denúncia, o crime ocorreu em 18 de fevereiro de 2026, no apartamento do casal, no bairro do Brás. Após uma discussão motivada pela decisão da vítima de se separar, o acusado teria efetuado um disparo de arma de fogo contra a cabeça da esposa.

A investigação aponta ainda que o oficial tentou simular um suicídio, manipulando a cena do crime. Segundo o MP (Ministério Público), ele posicionou a arma na mão da vítima e alterou elementos do local para induzir erro na apuração dos fatos.

Laudos periciais também indicam inconsistências na versão apresentada pela defesa. Há registro de sangue nas roupas do acusado, além de evidências de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar vestígios.

Para o MP, o homicídio foi cometido por motivo torpe, ligado ao sentimento de posse e à recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia também aponta que a vítima foi surpreendida, sem chance de defesa, o que agrava o crime.



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