Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) avaliam, reservadamente, que o protesto da direita na Avenida Paulista foi menor do que o esperado e não deve interferir no ritmo para análise do pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.
A avaliação foi feita à CNN por magistrados dos diferentes segmentos da Suprema Corte: tanto favoráveis como contrários a uma apuração sobre a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Esses magistrados não minimizam a pressão popular, sobretudo nas redes sociais, para que o presidente Edson Fachin encontre uma solução para a crise institucional.
Outra ala, no entanto, concorda com o esvaziamento do ato convocado pelo senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, mas descarta impacto do apelo popular no rumo da crise no STF.
A própria direita reconhece que o protesto deste ano atraiu menos público que os de 2025 e 2024, apesar de ter atraído um público exponencial.
Hoje, porém, a tendência apontada por Fachin é a de deixar uma análise dos pedidos de investigação contra Alexandre de Moraes e André Mendonça para depois do segundo turno das eleições.
Caso isso se confirme, uma eventual discussão no plenário seria marcada para o início de novembro.
Um ministro ouvido pela CNN acredita que a tentativa de pressão a Fachin em um protesto político-eleitoral pode ter um efeito contrário ao pretendido: levá-lo a não misturar a crise institucional ao embate eleitoral.









