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Projeto Raízes da Paz transforma convivência escolar e promove justiça restaurativa em escola de Várzea Grande


O projeto «Raízes da Paz» vem transformando a dinâmica de convivência e a resolução de conflitos na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Joaquim da Cruz Coelho, situada em Várzea Grande. A iniciativa aposta na escuta ativa, no diálogo construtivo e na busca colaborativa por soluções para assegurar um ambiente escolar mais seguro, acolhedor e propício à aprendizagem.

Desenvolvido em uma parceria interinstitucional entre o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por intermédio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da comarca local, e a Prefeitura Municipal — por meio da Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer —, o programa utiliza premissas da Justiça Restaurativa.

Metodologia e Círculos de Construção de Paz

Implementado como projeto-piloto em janeiro de 2026, o Raízes da Paz estrutura-se através de Círculos de Construção de Paz que integram estudantes, docentes, servidores e familiares:

  • Espaços de Expressão: Os encontros periódicos oferecem um ambiente seguro para que os participantes expressem sentimentos, exponham dificuldades e compreendam múltiplos pontos de vista sobre situações cotidianas.
  • Prevenção e Vínculos: A iniciativa foca na mitigação de episódios de violência, no fortalecimento da comunidade escolar e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais com reflexos diretos fora dos muros da escola.

Resultados Práticos e Expansão do Projeto

Segundo relatos de professores e da gestão escolar, a resistência inicial dos alunos deu lugar a uma comunicação mais empática e não violenta. Estudantes do ensino fundamental destacam que as rodas de conversa superaram a timidez e ensinaram a substituir discussões e ofensas pelo diálogo mediado.

O juiz da Vara da Infância e Juventude de Várzea Grande, Tiago Nogueira de Abreu, pontuou que o projeto nasceu de um diagnóstico institucional sobre áreas de vulnerabilidade. Com os reflexos positivos já constatados no desempenho e no comportamento dos jovens, a meta do TJMT é aprimorar a metodologia ao longo de 2026 para futuramente expandir o modelo a outras unidades da rede pública municipal.

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