Renan Santos foi oficializado neste sábado (1º) como candidato à Presidência da República pelo partido Missão, durante congresso realizado na Zona Leste da capital paulista e fez críticas ao programa Bolsa Família.
Em seu discurso, o dirigente apresentou cinco metas para um eventual governo. Entre elas, afirmou que pretende fazer com que, ao fim do mandato, nenhum estado brasileiro tenha mais pessoas recebendo o Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada.
“Nenhum estado brasileiro terá mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo. Isso é o básico. A população mais pobre não tem direito a emprego porque a classe política se acostumou a dar migalha para ela”, declarou.
Na sequência, o candidato afirmou que pretende “reduzir a dependência do programa social”.
“Adeus para muitas pessoas ao Bolsa Família, bem-vindo ao mundo das pessoas que compram as coisas com o próprio dinheiro e se tornaram independentes e livres”, disse.
Durante o evento, Renan também afirmou que sua possível gestão priorizaria a geração de empregos em vez da ampliação de benefícios sociais.
“Eu não vou dar celular nem gás para ninguém”, declarou.
Entre as metas apresentadas para um eventual governo, Renan Santos prometeu:
- Reduzir o número de homicídios para menos de 10.000 por ano
- Garantir que o juro não ultrapasse 6% e o país tenha superávit nominal
- Garantir que nenhum estado brasileiro tenha mais gente no Bolsa Família do que no trabalho formal ao final do governo
- Reduzir em 6.000 o número de favelas no Brasil; com a retirada de 8 milhões de pessoas das comunidades
- Garantir que 9 em cada 10 crianças estejam alfabetizadas.
O candidato também fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à família Bolsonaro
“Nós não somos a negação do PT, nós não somos antipetistas; nós não somos como outros ratos que se vestem de verde e amarelo, se apropriando dos símbolos nacionais só para dizerem: ‘vejam só, eu sou o oposto do Lula’. Quando você se define pelo seu inimigo, você nunca o supera. E é por isso que ambos têm que ir para a lata de lixo da história, juntos”, afirmou.
O empresário fará campanha sem alianças ou tempo de TV ou rádio, com a fatia mínima do fundo eleitoral e terá como estratégia eleitoral foco no engajamento digital.
Recém-criado, o Missão terá como parcela do fundo eleitoral R$ 3,3 milhões – equivalente a 0,07% do total. Sem ter ultrapassado a cláusula de barreira, também não terá direito à propaganda gratuita na TV ou no rádio.
Segundo integrantes da campanha de Renan Santos, as principais apostas para tornar o empresário mais conhecido e elevar suas intenções votos serão a participação em debates e a continuidade das viagens a pequenas cidades do Brasil e exploração “criativa” desta agenda nas redes sociais.











