A Prefeitura de Várzea Grande decretou situação de emergência nesta semana para conter os impactos da forte estiagem, do calor intenso e dos baixos índices de umidade relativa do ar.
O ato oficial autoriza a gestão municipal a adotar medidas excepcionais e simplificadas para evitar o agravamento do desabastecimento de água e socorrer a população.
A medida atende a uma recomendação formal da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil, baseada em vistoria técnica realizada na Estação de Tratamento de Água (ETA) da Avenida Júlio Campos.
Rio tem água, mas estrutura não acompanha a demanda
O laudo da Defesa Civil trouxe um diagnóstico crucial sobre a crise: não há falta de água no Rio Cuiabá. O manancial segue com volume adequado para captação, mas o gargalo reside na infraestrutura do município, incapaz de processar e distribuir o volume necessário diante do pico de consumo.
A situação é tensionada por fatores climáticos e operacionais:
Efeito El Niño: O fenômeno meteorológico estendeu o período seco, elevando os termômetros e reduzindo drasticamente a umidade do ar na região metropolitana.
Consumo nas alturas: O calor extremo faz a demanda por água disparar exatamente no momento em que o sistema atinge o limite de sua capacidade de resposta.
Mobilização intersetorial: Relatórios emergenciais foram enviados à Procuradoria-Geral, ao Gabinete da Prefeita e a secretarias chave (Saúde, Assistência Social e Educação) para mapear bairros vulneráveis e prédios públicos sob risco de desabastecimento.
O coordenador da Defesa Civil local, Jovanil Flores da Silva, reforçou que a decretação dá agilidade às ações de assistência, mas pediu apoio direto dos moradores no uso racional da água para evitar colapsos maiores nas próximas semanas.
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