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Quais os tipos de câncer de mama? Dr. Kalil e especialistas explicam


O câncer de mama não deve ser visto como uma doença única, mas como um conjunto de diferentes tipos que exigem abordagens terapêuticas específicas. Esta é a principal mensagem transmitida por especialistas durante o programa CNN Sinais Vitais deste sábado (25).

No episódio, Dr. Roberto Kalil recebe os médicos especialistas Antonio Buzaid, oncologista do Hospital Nove de Julho e Samaritano, e Fabricio Brenelli, mastologista do Hospital Beneficência Portuguesa.

De acordo com o mastologista Fabricio Brenelli, existem diversos tipos de câncer de mama, cada um com características e comportamentos distintos. “Na verdade, a gente fala que eles acontecem por coincidência na mama, mas são doenças completamente diferentes”, explica o médico.

O especialista destaca que alguns tipos de câncer de mama permitem iniciar o tratamento com cirurgia, seguida de terapias complementares mais simples, como a hormonoterapia. Já outros tipos, considerados mais agressivos, exigem uma abordagem inicial com tratamentos sistêmicos.

Características dos diferentes tipos

O mastologista explica que a maior parte dos tipos de câncer de mama são tumores com receptores hormonais, mais parecidos com a célula mamária normal. Por outro lado, os tumores mais agressivos são aqueles que se diferenciam mais das células mamárias originais, explicou Brenelli. “É importante nunca comparar uma paciente com outra. São cenários diferentes, doenças diferentes, pessoas diferentes e tratamentos diferentes.”

Antonio Buzaid, oncologista presente na discussão, complementa falando sobre os fatores de risco relacionados aos hormônios.

“Já a reposição apenas com estradiol não aumentou o risco, e alguns estudos até mostraram redução”, afirmou o médico. “O problema é que estradiol só pode ser dado em quem não tem útero. Ele aumenta muito o risco de câncer no útero.”

Quanto ao uso de anticoncepcionais, Buzaid esclarece que também há um aumento de risco, porém menor, na ordem de 20%. “É 20% de um número pequeno. Eu brinco com os pacientes: imagine que você ganha R$1 por mês, eu aumento em 20% o seu salário, você ganha R$1,20. Continua sendo absurdamente baixo”, exemplificou o oncologista.



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