Veja as principais notícias no MODO STORIES
Marvel’s Blade não foi cancelado e está indo ‘muito bem’, segundo rumores
Infantino diz que Los Angeles será invadida por “bárbaros felizes” na Copa
Quais sintomas ficar atento para quem tomou vacina do Butantan
Incêndio em caminhão carregado com óleo mobiliza Corpo de Bombeiros na rodovia MT-249
Última dança de CR7 é o destaque do Grupo K da Copa do Mundo
Quaest: 65% acham que Flávio errou ao pedir dinheiro de Vorcaro para filme
Influenciadora digital é morta a tiros na zona rural de Mutum (MG) – Noticias R7
Minerva Foods diversifica negócios e aposta em azeite extravirgem
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

Paridade do milho sobe em MT, mas físico segue travado com safrinha e frete alto


Paridade do milho sobe em MT, mas físico segue travado com safrinha e frete alto

Alta de 2,88% na paridade de exportação melhora o sinal externo, mas preço médio disponível avança só 0,02% e mantém pressão sobre a margem do produtor mato-grossense.

O mercado de milho em Mato Grosso atravessa uma semana de brilho contido, como sol que rompe a névoa sem aquecer por inteiro o chão da fazenda. A paridade de exportação ganhou fôlego, mas o físico permaneceu quase imóvel, preso entre oferta volumosa, logística cara e compradores seletivos.

Paridade melhora, mas o físico não acompanha

A média do milho disponível em Mato Grosso ficou em R$ 42,30 por saca, com avanço de apenas 0,02%. O número mostra um mercado de passo curto, no qual a melhora externa ainda não se converte em reação firme no balcão e nos lotes negociados no interior.

A paridade de exportação em Mato Grosso subiu 2,88% e chegou a R$ 32,70 por saca. O movimento amplia o sinal vindo dos portos e ajuda a recompor expectativas, mas ainda não basta para mudar o humor da comercialização, pois o produtor continua medindo cada venda contra custo, frete e necessidade de caixa.

O contraste com o indicador Cepea, próximo de R$ 70,24 por saca, reforça a distância entre referências nacionais e a realidade de origem em áreas mais afastadas dos corredores de escoamento. Em Mato Grosso, a formação do preço segue marcada pelo peso logístico e pela diferença entre praça compradora e destino final.

Praça Preço disponível
Rondonópolis R$ 46,60 por saca
Primavera do Leste R$ 45,40 por saca
Campo Verde R$ 45,05 por saca
Sorriso R$ 42,60 por saca
Nova Mutum R$ 41,25 por saca
Lucas do Rio Verde R$ 41,30 por saca
Alta Floresta R$ 38,00 por saca

Rondonópolis lidera entre as praças observadas, com R$ 46,60 por saca, sustentada pela posição logística mais favorável. Alta Floresta aparece na ponta oposta, com R$ 38,00 por saca, retrato da penalização sofrida por regiões mais distantes dos principais fluxos de exportação e consumo.

Safrinha e frete alto seguram a margem do produtor

A safra de Mato Grosso é estimada em 52,6 milhões de toneladas, volume que confirma a força produtiva do estado e, ao mesmo tempo, amplia a exigência sobre armazenagem, transporte e ritmo de demanda. Quando a colheita avança e o comprador percebe abundância, a disputa por preço perde intensidade no interior.

No Centro-Sul, a colheita da safrinha alcança 2,4%, ainda em fase inicial, mas suficiente para acender a cautela no mercado. A aproximação de mais milho ao circuito comercial tende a limitar altas no físico, especialmente quando tradings e consumidores conseguem alongar compras sem urgência.

O frete segue como pedra no caminho da margem. A rota Sorriso-Santos está em R$ 514,78 por tonelada, enquanto Sorriso-Miritituba marca R$ 311,59 por tonelada. Já Rondonópolis-Santos aparece em R$ 405,00 por tonelada, custo que explica parte da vantagem relativa da praça, mas ainda pesa sobre a conta final.

Para o produtor, a decisão comercial pede menos impulso e mais partitura. Vendas imediatas podem atender compromissos de caixa, porém lotes escalonados e atenção à base regional podem proteger melhor a renda quando houver janelas de frete, demanda ou câmbio mais favoráveis.

O quadro atual não é de euforia, mas também não é de silêncio absoluto. A paridade mais alta abre uma fresta, enquanto o físico travado lembra que preço no campo nasce da soma entre mercado, estrada e tempo. Quem produz em Mato Grosso precisa ouvir esses três compassos antes de bater o martelo.

Agronews é informação para quem produz



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Copa do Mundo 2026
Calculando...
Logo Alerta Mutum News