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Musk vs OpenAI: veja 6 destaques do 1° dia de julgamento entre bilionários da IA


O julgamento que coloca frente a frente Elon Musk e Sam Altman começou nesta terça-feira (28) em Oakland, na Califórnia, EUA. A disputa gira em torno do futuro da OpenAI, criadora do ChatGPT, e de sua transformação de organização sem fins lucrativos em uma empresa com fins comerciais. Musk acusa Altman e outros executivos de trair a missão original da entidade.

A ação foi aberta por Musk em 2024 e pede até US$ 150 bilhões em indenizações, valor que ele afirma querer destinar ao braço beneficente da OpenAI. O empresário também quer mudanças estruturais na empresa, incluindo a saída de Altman e o retorno ao modelo sem fins lucrativos. Já a OpenAI sustenta que o processo é uma tentativa de prejudicar um concorrente direto no setor de inteligência artificial (IA).

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O primeiro dia de julgamento foi marcado pelo depoimento de Musk e por acusações pesadas de ambos os lados, porque, enquanto o bilionário tenta se posicionar como defensor da missão original da empresa, os advogados da OpenAI argumentam que ele agiu por interesse próprio.

Veja a seguir os principais destaques do primeiro dia de julgamento.

6. Musk diz que caso envolve “saquear uma instituição de caridade”

Logo no início do julgamento, Musk deixou claro o tom de sua argumentação ao ser questionado sobre o processo. “Na verdade, é muito simples”, disse ele. “Não é certo roubar uma instituição de caridade… Se for aceitável saquear uma instituição de caridade, toda a base da filantropia será destruída”.

O empresário afirmou que a OpenAI foi criada com um propósito claro: desenvolver IA para beneficiar a humanidade, sem foco em lucro. Segundo ele, a mudança de direção da empresa representa uma quebra desse compromisso original com o público.

Ao longo do dia, Musk tentou construir a narrativa de que seu papel na criação da OpenAI foi central e guiado por princípios éticos.

5. OpenAI rebateu

Do outro lado, os advogados da OpenAI apresentaram uma versão oposta dos fatos. Para a empresa, o processo não tem motivação altruísta, mas sim estratégica. “Estamos aqui porque Musk não conseguiu o que queria na OpenAI”, disse o advogado William Savitt. “Por ser um concorrente, Musk fará de tudo para atacar a OpenAI“, completou.

A defesa argumentou que Musk tentou assumir o controle da empresa no passado e, ao não conseguir, decidiu sair e posteriormente para abrir sua própria companhia de IA, a xAI, em 2023. “O que importa para ele é que Elon Musk esteja no topo”, afirmou Savitt.

Disputa coloca em foco a OpenAI como organização e o futuro da companhia. (Imagem: Getty Images/Reprodução)

Outro ponto levantado foi a suposta tentativa de Musk de integrar a OpenAI à Tesla. “Os outros fundadores se recusaram a entregar as chaves da IA a uma única pessoa”, disse o advogado. “Quando eles se recusaram a deixar a OpenAI ser absorvida, ele pegou suas bolas e foi embora”.

Savitt também afirmou que o empresário não demonstrava preocupação real com o modelo sem fins lucrativos. “Musk nunca se importou se a OpenAI era uma organização sem fins lucrativos ou não”, disse. A empresa ainda alega que ele usa o processo como forma de pressionar um concorrente em um mercado cada vez mais competitivo.

4. Disputa expõe origem da OpenAI e papel de Musk na fundação

Grande parte do primeiro dia foi dedicada à reconstrução da origem da OpenAI, fundada em 2015. Musk afirmou que a ideia surgiu de preocupações com os riscos da IA e da necessidade de criar uma alternativa ao domínio de grandes empresas.

“Eu era muito amigo de Larry Page no Google”, disse. “Conversávamos por horas sobre segurança da IA. Em certo momento, ficou claro para mim que Larry Page não estava se importando o suficiente com a IA… Precisávamos de uma alternativa ao Google”, citou o bilionário.

Ele também destacou sua atuação direta na estruturação da empresa. “A ideia foi minha, o nome também, recrutei as pessoas-chave, ensinei-lhes tudo o que sei, forneci todo o financiamento inicial, além disso, nada”, afirmou, em tom irônico.

Musk reforçou que o caráter sem fins lucrativos era essencial desde o início. “A ideia era que fosse uma instituição de caridade que não beneficiasse nenhuma pessoa individualmente. Eu poderia ter optado por criá-la com fins lucrativos, mas escolhi não fazê-lo”.

A OpenAI, por sua vez, argumentou que a criação de uma estrutura comercial foi necessária para garantir competitividade, especialmente diante de investimentos bilionários e da corrida global por IA.

3. Segurança da IA virou ponto central da briga

A discussão sobre segurança da IA também ganhou destaque no julgamento. “Tenho sérias preocupações com a IA”, disse Musk.

Segundo o empresário, essas preocupações se intensificaram ao longo dos anos. “AGI [Inteligência Artificial Geral] é quando a IA se torna tão inteligente quanto qualquer ser humano, possivelmente mais inteligente do que qualquer ser humano, e acho que estamos nos aproximando desse ponto. Meu palpite é que a IA provavelmente será tão inteligente quanto qualquer ser humano já no próximo ano”, afirmou.

Elon Musk olhando para o lado com um sorriso no rosto em uma plateia.
Segundo Musk, ele inventou o nome “OpenAI” e “ensinou” a empresa o que sabe sobre inteligência artificial. (Imagem: Getty Images/Reprodução)

Ele também explicou que a criação da OpenAI foi motivada por esse cenário. “Precisamos de algum contraponto ao Google”, disse, ao explicar a origem da iniciativa.

Já a OpenAI contestou essa narrativa e afirmou que Musk não priorizava segurança internamente, segundo a defesa, ele chegou a desqualificar profissionais da área. “Ele os chamou de idiotas”, disse Savitt.

A divergência reforça um dos pontos centrais do caso: se a mudança de modelo da OpenAI comprometeu ou não sua missão original de segurança e benefício público.

2. Juíza alerta Musk sobre uso de redes sociais durante julgamento

Outro momento importante do dia foi a intervenção da juíza Yvonne Gonzalez Rogers sobre o comportamento das partes fora do tribunal. Musk foi advertido por publicações feitas na sua rede social X (ex-Twitter), em que chamou Altman de “Scam Altman” (trocadilho com a palavra “scam”, que é “golpe” em português).

A juíza decidiu não impor uma ordem de silêncio, mas fez um alerta direto. Pediu ao empresário que “tentasse controlar sua propensão a usar as redes sociais para piorar as coisas fora deste tribunal”.

Ela também questionou como o julgamento poderia avançar sem interferências externas. “Como podemos prosseguir sem que o senhor piore a situação fora do tribunal?”, perguntou.

Musk concordou em reduzir sua atividade nas redes sociais durante o processo, Altman e outros envolvidos também aceitaram seguir a mesma orientação.

1. Caso pode impactar o futuro da indústria de IA

Além das disputas pessoais, o julgamento tem implicações diretas para o mercado de tecnologia. A OpenAI avalia uma possível abertura de capital, e o caso pode afetar a percepção pública sobre a empresa.

Especialistas apontam que uma vitória de Musk poderia forçar grandes mudanças estruturais, incluindo a reversão do modelo de negócios, já uma vitória da OpenAI pode consolidar a atual liderança e estratégia da companhia.

Com duração prevista de cerca de quatro semanas, o caso ainda deve trazer novos depoimentos importantes, incluindo o de Altman. O desfecho, esperado para o fim de maio, pode redefinir não apenas o futuro da OpenAI, mas também os rumos da indústria de IA.

Fique ligado no TecMundo para acompanhar o desfecho e as próximas fases do julgamento entre Elon Musk e Sam Altman.



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