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Militares de Israel ferem jornalistas no sul do Líbano, diz mídia estatal


O Exército israelense feriu duas jornalistas libanesas – Amal Khalil e Zainab Faraj – durante um ataque aéreo na cidade de Tayri, no sul do Líbano, e impediu temporariamente o resgate por equipes de emergência, segundo a mídia estatal libanesa.

Um segundo ataque aéreo israelense feriu várias pessoas no distrito de Nabatieh, informou a NNA (Agência Nacional de Notícias do Líbano) nesta quarta-feira (22).

Funcionários da Cruz Vermelha libanesa conseguiram resgatar Faraj e levá-la a um hospital em Tebnine sob “tiroteio hostil”, disse a NNA. Equipes de resgate ainda tentavam chegar até Khalil, de acordo com o Ministério da Saúde do Líbano.

O Exército israelense impediu que a Cruz Vermelha do Líbano e o Exército libanês chegassem ao local do ataque em Tayri, segundo a NNA.

Israel confirmou os relatos de que duas jornalistas ficaram feridas em decorrência dos ataques e insistiu que não está impedindo o acesso das equipes de resgate à área. Os militares acrescentaram que os detalhes do incidente estão sendo apurados.

O Exército israelense afirmou que suas forças no sul do Líbano avistaram dois veículos saindo de um “prédio militar” que, segundo eles, era usado pelo Hezbollah, acrescentando que os “infiltrados” se aproximaram das tropas de maneira ameaçadora. Os militares então atacaram um dos veículos e um prédio onde os indivíduos haviam se refugiado.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que as jornalistas buscavam abrigo do primeiro ataque em uma casa próxima, e acrescentou que outras duas pessoas foram mortas nos ataques.

Autoridades do governo libanês, incluindo o presidente Joseph Aoun, e ativistas pela liberdade de imprensa instaram Israel a suspender o bloqueio.

De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas, Israel foi responsável por dois terços dos jornalistas mortos nos últimos dois anos, o que levou defensores dos direitos humanos a exigirem a segurança dos profissionais da mídia que tentam documentar as atrocidades na região.

No início deste mês, especialistas da ONU pediram uma investigação internacional independente sobre o assassinato de jornalistas por Israel, após o Exército ter matado três repórteres no Líbano, incluindo um que trabalhava para uma emissora controlada pelo Hezbollah.



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