Veja as principais notícias no MODO STORIES
“Faz-tudo” do PCC ligado à máfia italiana passará por interrogatório no PR
Criança cai do 4º andar de prédio residencial em Sinop (MT)
Dois suspeitos por linchamento de ciclista em Copacabana tem prisão mantida
Nova Mutum: 7º Mamaço será amanhã em frente à prefeitura
Takhi, o cavalo selvagem que virou símbolo de restauração na Mongólia
Assédio eleitoral será alvo de ação conjunta no Norte durante as eleições
Peixe antes desprezado melhora renda de mulheres da pesca no Rio
Nora é presa após confessar ter matado sogra em MT e diz que teve surto
NOVA MUTUM CLIMA

Medidas do governo são “freio de mão” para preço dos combustíveis, diz IBPT


As medidas do governo para conter a alta dos combustíveis “estão atuando como um ‘freio de mão'”, segundo relatório semanal de preços do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) adiantado com exclusividade ao CNN Money.

“Elas impedem que o carro acelere ladeira abaixo (preços astronômicos), mas não têm força para fazer o carro subir de volta (preços baixos de janeiro). O custo de energia em 2026 tornou-se um problema estrutural que a política tributária sozinha não está conseguindo resolver”, diz o IBPT.

“Ao analisar as duas primeiras semanas de abril em relação ao fechamento de março de 2026, os dados revelam uma tentativa de estabilização, embora em patamares muito elevados. O mercado parou de subir de forma vertical (como ocorreu em março), mas os preços não retornaram aos níveis pré-guerra”, pontua.

Para conter a alta do diesel, o governo anunciou corte de tributos federais e uma subvenção à importação do combustível com apoio dos estados.

Após o “salto dramático” visto em março no preço do diesel, desde o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã, as primeiras semanas de abril mostram uma leve desaceleração no ritmo de alta, e até uma pequena correção negativa em algumas regiões, segundo a pesquisa semanal.

“Isso indica que o ‘choque de oferta’ inicial da guerra foi absorvido pelas distribuidoras, que agora trabalham com estoques reguladores, permitindo uma flutuação marginal para baixo após o pico de pânico”, analisa o instituto.

Com o custo de reposição incerto, o mercado de distribuição precisa trabalhar com uma espécie de “colchão de segurança” para garantir que não haja desabastecimento nas regiões mais distantes dos portos, segundo o presidente do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral.

No caso da gasolina, porém, o instituto apurou que o combustível “não apresentou recuo na virada de março para abril; pelo contrário, ela consolidou os aumentos”.

Já o etanol é o combustível com o comportamento mais positivo.

“Enquanto os derivados de petróleo, como a gasolina C e o diesel, registraram uma escalada de preços agressiva nas distribuidoras para absorver os choques do mercado internacional, o etanol hidratado apresentou um comportamento atípico de deflação em quatro das cinco regiões brasileiras”, observa a pesquisa.

“Esse cenário reflete tanto a pressão do câmbio e do barril de petróleo quanto o alívio sazonal proporcionado pelo início da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul”, explica.

Vulnerabilidade logística

Contudo, os recortes regionais expõem “uma vulnerabilidade logística” do país, afirma Gilberto Luiz do Amaral.

“A alta de 30% no diesel no Nordeste é o sintoma de um mercado que ainda não encontrou mecanismos de proteção eficientes contra choques geopolíticos dessa magnitude”, pontua o presidente do IBPT.

“Os dados de abril revelam um Brasil fragmentado. Enquanto o Centro-Sul consegue mitigar a crise com biocombustíveis, o Norte e o Nordeste estão expostos à crueza dos preços internacionais. Sem uma infraestrutura de cabotagem mais robusta ou novas refinarias regionais, essas regiões continuarão pagando a conta mais alta de qualquer instabilidade externa“, conclui.

Enquanto a gasolina subiu 5,83% no Sul e 6,18% no Sudeste desde o início da guerra, o combustível acumula alta de mais de 11% no Norte e no Nordeste.

Quanto ao diesel, enquanto o eixo Sul-Sudeste registrou alta de 19,14%, o Nordeste enfrenta alta de 28,37%.

Por fim, o etanol cai em todas as regiões do país, exceto o Nordeste, onde acumula preços 5,43% maiores que antes do conflito.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News