A atriz Leandra Leal, 43, se pronunciou sobre a repercussão de uma fala sobre a ditadura da extrema magreza em uma postagem no Instagram, na última quinta-feira (20).
A famosa afirmou que trechos de uma entrevista dada ao programa “Sem Censura”, da TV Brasil, no início de agosto, repercutiram de uma forma que ela não esperava.
Na conversa com Cissa Guimarães, Leandra Leal debateu sobre sua relação com o próprio corpo e como a sociedade vê o corpo feminino de uma forma geral. Em postagem do Instagram, ela explicou melhor o que quis dizer na atração.
“A sociedade acredita que o corpo feminino é público. Que ele pode ser debatido, que ele pode ser julgado, dominado, avaliado”, afirmou a famosa. Ela seguiu: “É um retrocesso o que a gente está vivendo, a volta desse padrão de beleza extremamente magra, um padrão que é muito difícil de ser atingido, um padrão que para atingir ele a gente sofre muito”.
A atriz justificou que não “demonizou” o uso de canetas emagrecedoras para o combate contra obesidade, mas lamentou que os medicamentos sejam usados para atingir padrões estéticos exigidos por uma sociedade machista.
“O uso das canetas emagrecedoras para fins estéticos, a serviço desse padrão, é uma realidade. Elas são um remédio maravilhoso e fruto da ciência no combate à obesidade, à diabetes e a outras doenças. No entanto, não deveriam ser utilizadas como um ‘agora você não tem mais desculpa’ para alcançar o corpo padrão. Acredito que esse ideal é mais uma tentativa de controle”, escreveu ela como complemento ao vídeo.
Leandra Leal afirmou que é necessário se atentar ao contexto em que falas que são propagadas sem contexto realmente querem dizer. “Os cortes que circularam da minha fala, dizendo que eu estava ‘demonizando as canetas‘ ou ‘romantizando a obesidade’, são um desserviço a esse debate”, apontou.










