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Buzetti confronta Galvan sobre fala polêmica: “Não dá pra lavar as mãos enquanto mulheres continuam morrendo” | Única News


Reprodução / Montagem

Os candidatos ao Senado, Margareth Buzetti e Antônio Galvan (detalhe).

Ari Miranda

Da redação

A suplente de senadora e candidata ao Senado Margareth Buzetti (Progressistas) rebateu as declarações do empresário e concorrente dela ao Senado Antônio Galvan (Avante) sobre a pena para feminicídio e a violência contra as mulheres. Galvan criticou a punição, que pode chegar a 40 anos de prisão, e afirmou que “a morte de uma mulher não é diferente da morte de um homem”.

A afirmação em questão foi feita por Galvan durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19) em Cuiabá, quando ao comentar um caso recente de violência contra uma mulher no norte do estado, o candidato minimizou a situação e disse que “não poderia fazer nada”,  afirmando ainda a lei acaba sendo mais “forçada” para o lado dos homens.

Leia mais: Galvan é contra penas duras para feminicidas e cita homens como vítimas: “querem forçar a lei para um lado”

Para Margareth, a declaração de Galvan foi uma forma de minimizar a gravidade do problema.

“No mínimo, ele foi muito infeliz. Como assim, o que eu posso fazer? Lavar as mãos?”, questionou.

A ex-senadora lembrou ainda que a legislação criticada por Galvan foi criada a partir de um projeto de sua autoria, apresentado no Senado Federal. Sancionada em 2024, a Lei 14.994 tornou o feminicídio em crime autônomo e estabeleceu pena de 20 a 40 anos de prisão.

“Será que essas mulheres teriam a mesma força física para lutar com esses homens? Estamos falando de mulheres que são mortas, porque homens não aceitam o fim de um relacionamento”, afirmou, ao citar casos recentes de violência contra mulheres em Nova Mutum e Cuiabá.

Margareth também destacou sua atuação na criação de mecanismos para combater crimes praticados contra mulheres. Entre eles, está o vicaricídio, que ocorre quando filhos ou outros familiares são assassinados pelo ex-conjuge como forma de atingir e provocar sofrimento à mulher.

“Eu tive a oportunidade de estar no Senado e fiz. Endurecemos a lei e criamos instrumentos para proteger as mulheres. Não dá para lavar as mãos enquanto mulheres continuam morrendo”, disse.

Para Buzetti, o enfrentamento da violência passa não apenas pela punição dos criminosos, mas também pela prevenção e proteção das vítimas — e exige ação de quem ocupa ou pretende ocupar cargos públicos.

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