Veja as principais notícias no MODO STORIES
CCXP 26 anuncia “Dia da Marvel” com programação especial dos heróis
Polícia Civil investiga distribuidora de bebidas em Guarulhos (SP)
Deputados barram armas para mulheres com medida protetiva em MT
Polícia Civil prende autor de roubo à joalheria e mulher envolvida no tráfico de drogas em Lucas do Rio Verde
Presidente do TSE pede à Meta relatório sobre canal Exército do Lula
POLÍCIA DESMONTA ESQUEMA APÓS ROUBO A JOALHERIA 

Um roubo a uma joalheria no ba…
Produtores rurais podem receber até R$ 36 mil por serviços ambientais
Campanha de Lula apresenta acordo com Flávio para abrir sigilos
NOVA MUTUM CLIMA

IA quer detectar hipertensão e diabetes com análises de vídeo em pacientes


A tecnologia sempre foi utilizada como um método para a melhora das áreas médicas e científicas. Desta vez, pesquisadores buscam, de forma inédita, usar a IA (Inteligência Artificial) em análise de vídeos faciais para identificar pressão alta e diabetes não diagnosticadas. O estudo foi apresentado em primeira mão no Congresso da ESC (Sociedade Europeia de Cardiologistas) 2026, finalizado no último dia 31.

Os testes foram realizados pelos cientistas da Universidade de Tóquio e do Instituto de Ciências de Tóquio em 215 participantes, envolvendo tanto pacientes diagnosticados quanto saudáveis. Cada um passou por uma gravação do rosto e das palmas das mãos usando uma câmera espectroscópica. Eles também foram submetidos a exames convencionais de hipertensão e diabetes.

Um algoritmo de aprendizado de máquina analisou os vídeos individuais e extraiu dados sobre a dinâmica das ondas de pulso (que medem a rigidez das artérias), padrões de fluxo sanguíneo da pele e as características espectrais da coloração da pele.

O sistema conseguiu detectar hipertensão com 93% de precisão a partir das gravações de 30 segundos e 90,3% usando um vídeo de 5 segundos. A sensibilidade para detectar pressão arterial normal foi de 100,0%, enquanto a sensibilidade à hipertensão foi de 89,2%.

Na análise baseada em padrões de fluxo sanguíneo facial, o algoritmo conseguiu detectar diabetes com 88,2% de precisão em um vídeo de 30 segundos e 81,2% em um vídeo de 5 segundos.

Para Ryoko Uchida, apresentadora do estudo, o método pode ser utilizado como forma de triagem no atendimento dos pacientes: “Nosso objetivo era desenvolver um algoritmo de IA que permita a triagem sem contato em ambientes cotidianos para detectar condições comuns mais cedo e em larga escala”, contou.

Apesar da precisão, a máquina teve um erro médio de 8,6% para pressão arterial sistólica — o valor mais alto da pressão medindo a força do sangue contra as artérias durante a contração do coração. Com isso, o próximo passo dos pesquisadores é reduzir essa variação para poder validar o estudo.

No Brasil, esse método pode ser uma evolução no diagnóstico dos pacientes. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de pessoas  vivem com a doença e, de acordo com o Ministério da Saúde, 388 pessoas morrem por dia com hipertensão.

Quando os pacientes conseguem um diagnóstico precoce em ambos os casos, o risco de morte e sequelas é menor, já que a doença é tratada e controlada com uma maior atenção.

“Como essa abordagem é rápida, fácil e sem contato, ela pode ser usada em muitos contextos além dos hospitais, o que lhe confere o potencial de alcançar muito mais pessoas do que os métodos tradicionais de triagem. A detecção precoce dessas condições significa que o tratamento e as mudanças no estilo de vida podem começar mais cedo, ajudando a prevenir ataques cardíacos, derrames e outras doenças cardiovasculares e comorbidades relacionadas”, explicou a endocrinologista brasileira Dra. Deborah Beranger.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News