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‘Governos deveriam proibir’: CEO do Pinterest defende banir menores das redes sociais


O CEO do Pinterest, Bill Ready, se manifestou favorável à proibição de menores de 16 anos nas redes sociais, apoiando a medida adotada na Austrália e que vem influenciando outros países. Ele abordou o tema em artigo publicado na Time, na última sexta-feira (20).

“Precisamos de um padrão claro: nada de redes sociais para adolescentes menores de 16 anos, respaldado por fiscalização efetiva e responsabilização dos sistemas operacionais de celulares e dos apps que nele funcionam”, defendeu. Sua opinião difere de outros executivos do setor.

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Ambiente inseguro para menores

No texto intitulado “Governos deveriam proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos”, Ready crítica o acesso irrestrito deste público às plataformas online. Ele argumenta que esses apps, da forma como foram projetados, não oferecem segurança aos pequenos usuários.

  • De acordo com o executivo, as big techs não levaram em consideração as consequências de liberar a presença de crianças e adolescentes nesses ambientes;
  • A frequente exposição a desconhecidos que frequentam as mesmas redes e a indução ao vício em telas estão entre os problemas relatados;
  • O CEO também fala em “aumento da ansiedade e da depressão, diminuição da concentração e salas de aula competindo pela atenção” com os celulares como outros efeitos das redes sociais;
  • “Nos tribunais, vimos como as empresas priorizam o lucro em detrimento em detrimento da segurança dos jovens, às vezes com resultados trágicos”, se referindo a julgamentos envolvendo as gigantes da tecnologia.
Bill Ready assumiu a liderança do Pinterest em 2022. (Imagem: Pinterest/Divulgação)

O artigo aponta, ainda, a integração de bots de IA às plataformas, que na visão do autor influenciam emoções, comportamentos e identidades. Ele também comparou a regulamentação na Austrália ao que foi feito com a indústria do tabaco anos atrás.

Atualmente, Google e Meta enfrentam julgamento nos Estados Unidos, acusadas de projetar apps que deixam os menores viciados, além de alimentar crises de saúde mental. Em seu depoimento, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, negou que os serviços da empresa causem danos aos usuários.

Restrições para menores no Pinterest

Embora aceite usuários com idade a partir de 13 anos, o Pinterest implementou limitações para essas contas. Conforme Ready, os perfis de menores de 16 anos não ficam visíveis nem podem receber curtidas, comentários e mensagens de estranhos.

Ainda de acordo com ele, as medidas para priorizar a segurança e o bem-estar dos jovens não afastaram o público, ajudando a construir uma relação de confiança. Atualmente, mais de 50% dos usuários da plataforma fazem parte da geração Z.

Ao Engadget, um porta-voz da empresa afirmou que não há planos de alteração das políticas para menores de 16 anos para se alinhar às novas leis em discussão. A marca se considera uma plataforma de busca visual e não uma rede social.

Siga no TecMundo e confira argumentos favoráveis e contrários à proibição de redes sociais para menores no Brasil.



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