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Furtos de energia desviam volume capaz de abastecer 90 mil casas em MT




Entre janeiro e junho de 2026, inspeções realizadas em Mato Grosso identificaram 19,6 gigawatt-hora (GWh) de energia consumida sem o devido registro pelos sistemas de medição. O volume equivale ao consumo médio de aproximadamente 90 mil residências durante 30 dias, considerando o perfil de consumo da região Centro-Oeste.
Entre janeiro e agosto de 2026, a Operação Energia Limpa já resultou em 180 prisões em Mato Grosso
Créditos — Energisa MT
O dado é resultado de um trabalho técnico contínuo. Sempre que uma irregularidade é encontrada, as equipes da distribuidora calculam a quantidade de energia consumida e não registrada durante o período estimado de funcionamento da ligação clandestina ou da adulteração no sistema de medição.
A apuração considera critérios como o tipo de irregularidade, a carga instalada no imóvel, o histórico de consumo da unidade e o período provável de duração da fraude. A análise permite dimensionar as perdas e calcular os valores correspondentes à energia utilizada, mas não faturada.
Além do prejuízo financeiro, essas intervenções representam risco para os próprios responsáveis, para os moradores do entorno e para os profissionais que trabalham na rede elétrica. Como são realizadas sem critérios técnicos e de segurança, podem provocar choques, curtos-circuitos, incêndios e interrupções no fornecimento que atingem toda a vizinhança e não apenas o imóvel irregular.
“Quando identificamos uma fraude, não corrigimos apenas uma medição irregular. Também atuamos para restabelecer a segurança da instalação e a confiabilidade da rede elétrica. O cálculo do consumo não registrado ajuda a dimensionar o impacto dessas ocorrências e reforça a importância do combate permanente a esse tipo de prática”, afirma Maria Luisa Xavier, supervisora de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso.
A prática também tem consequência jurídica direta: o furto de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena prevista de até seis anos de reclusão, além da obrigação de arcar com os valores do consumo não faturado.
Entre janeiro e agosto de 2026, a Operação Energia Limpa resultou em 180 prisões em Mato Grosso durante ações de combate a ligações clandestinas e adulterações nos sistemas de medição. A força-tarefa é realizada em conjunto entre a Energisa e as forças de segurança.
A participação da população também contribui para identificar situações que colocam a rede elétrica e a comunidade em risco. Suspeitas de ligações clandestinas ou adulterações podem ser comunicadas de forma anônima à concessionária ou às forças de segurança. A denúncia é anônima e pode ser feitas pelos telefones das forças de segurança pelo 190, 181 e 197 ou nos canais da concessionária.
Canais para denúncia
Aplicativo Energisa On
WhatsApp Gisa: (65) 99999-7974
Site: energisa.com.br
Call Center: 0800 6464 196



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