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Estêvão vive dilema no Chelsea e vê espaço ameaçado com Xabi Alonso


Estêvão vive um momento de atenção no Chelsea. De volta após uma grave lesão muscular, o brasileiro encontrou um cenário diferente com a chegada de Xabi Alonso e ainda não conquistou espaço entre os titulares da equipe inglesa.

A preocupação não está apenas na disputa por minutos. Estêvão também não gostaria de ser deslocado para a função de ala, alternativa que o treinador espanhol já utilizou com Pedro Neto. A mudança exigiria mais participação defensiva e poderia alterar características importantes do brasileiro.

O cenário ganhou força nas primeiras partidas da temporada. Xabi Alonso começou a Premier League com Cole Palmer e Morgan Rogers atrás de João Pedro, enquanto Estêvão ficou como opção no banco nas duas rodadas iniciais.

Onde Estêvão pode encontrar espaço?

Na estreia, contra o Fulham, o brasileiro entrou apenas nos minutos finais da vitória por 3 a 2. Depois, foi titular diante do Luton Town, pela Copa da Liga Inglesa, e participou da jogada do segundo gol do Chelsea, no triunfo por 2 a 0.

Contra o Brighton, porém, Estêvão não deixou o banco. A equipe venceu por 4 a 3 e manteve o início perfeito de Xabi Alonso, que ganhou os três primeiros jogos no comando do clube.

A disputa mais direta está justamente no setor em que o brasileiro prefere atuar. Palmer tem liberdade para se movimentar por dentro, enquanto Rogers foi contratado para exercer papel importante no novo projeto do Chelsea. O inglês chegou como uma das principais apostas do clube para a temporada.

Estêvão, por sua vez, tem características diferentes. O drible, a aceleração e a capacidade de partir do lado para buscar espaços pelo centro estão entre os principais recursos do atacante. Por isso, atuar como ala significaria assumir responsabilidades que vão além daquelas de um ponta.

Por que a função de ala incomoda?

No modelo de Xabi Alonso, os jogadores pelos lados podem ter uma participação muito maior na construção e na recomposição. Pedro Neto já apareceu nessa função e é um exemplo de como o treinador pode aproveitar um atacante aberto em uma posição mais recuada.

Para Estêvão, a mudança seria significativa. O brasileiro teria de percorrer o corredor com frequência, participar mais da marcação e lidar com duelos defensivos. Isso poderia reduzir o tempo que passa próximo ao gol e limitar parte de seu repertório ofensivo.

A questão também envolve o físico. O atacante passou cerca de três meses afastado por uma lesão na coxa direita, sofrida em abril, e perdeu até a Copa do Mundo. O retorno ao futebol europeu acontece justamente durante um período de adaptação ao novo treinador.

Por isso, a preocupação do brasileiro não significa uma decisão de deixar o Chelsea. A informação da ESPN é de que Estêvão gosta do clube e pretende conquistar seu espaço em Londres. Uma eventual mudança de planos dependeria, principalmente, de como sua situação evoluir nos próximos meses.

Cenário ainda pode mudar

Há um fator importante para colocar o momento em perspectiva. Xabi Alonso disputou apenas três partidas oficiais à frente do Chelsea. O treinador ainda ajusta o time e pode modificar a formação conforme a temporada avançar.

Além disso, Palmer e Rogers não estarão disponíveis ou em condições de atuar durante todos os jogos. O calendário inglês abre espaço para rodízio, lesões, suspensões e mudanças táticas ao longo da temporada.

Estêvão também terá oportunidades para mostrar que pode ocupar um espaço diferente daquele reservado inicialmente. O desempenho contra o Luton, quando começou jogando, pode ser importante para a disputa interna do elenco.

O alerta, portanto, existe, mas ainda não representa uma sentença para o futuro do brasileiro. O Chelsea começou a temporada com três vitórias sob Xabi Alonso, e o treinador ainda precisa encontrar a formação que considera ideal.



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