Vovô de Olho
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2026-09-05T12:21:47Z
2026-09-05T08:21:47
Uma câmera de monitoramento registrou o momento em que a onça-pintada Bayou atacou uma capivara no lago de uma pousada no Pantanal de Mato Grosso. As imagens mostraram a perseguição e o confronto entre os animais. Após o ataque, a capivara conseguiu escapar e deixou os pesquisadores inicialmente sem informações sobre o resultado da interação.
Mais de 24 horas depois, funcionários da pousada encontraram uma capivara morta na região. A equipe acionou pesquisadores do Instituto Impacto para analisar a carcaça e investigar o que havia acontecido com o animal após o confronto registrado pela câmera.
Marcas confirmam ataque de Bayou
Durante a análise, os pesquisadores encontraram marcas de mordida na cabeça da capivara. A equipe comparou os ferimentos com as imagens registradas pela câmera e identificou características compatíveis com o ataque realizado pela onça-pintada Bayou.
A investigação mostrou que a capivara conseguiu fugir logo depois do ataque, mas os ferimentos provocados pelo felino impediram a sobrevivência do animal. A descoberta esclareceu o desfecho da ocorrência e complementou as informações registradas pelo equipamento de monitoramento.
Pesquisadores usam câmeras para investigar fauna
O episódio faz parte da série “CSI Pantanal”, que acompanha ocorrências envolvendo animais silvestres na região. Os pesquisadores utilizam câmeras-trap, observações em campo e análise de vestígios para reconstruir acontecimentos que envolvem diferentes espécies.
Nesse caso, a câmera registrou o ataque, enquanto a equipe encontrou posteriormente a carcaça da capivara. Os pesquisadores cruzaram as duas informações e conseguiram reconstruir a sequência do episódio, demonstrando como a tecnologia auxilia o trabalho científico no Pantanal.
Bayou circula durante a noite em busca de presas
Bayou tem aproximadamente três anos e recebe monitoramento dos pesquisadores. A equipe identifica a onça-pintada por uma característica específica de sua pelagem: uma roseta em formato de coração.
A onça costuma circular durante a noite nas proximidades da pousada. Os registros indicam que Bayou utiliza a região como área de caça e captura principalmente capivaras para se alimentar.
Monitoramento ajuda a preservar animais silvestres
O acompanhamento de Bayou permite que os pesquisadores observem os hábitos da onça sem interferir diretamente em sua rotina. As câmeras registram deslocamentos, comportamentos de caça e interações entre animais durante períodos de baixa presença humana.
Os registros também ajudam especialistas a identificar indivíduos e acompanhar a ocupação de diferentes áreas do Pantanal. Com essas informações, os pesquisadores conseguem ampliar o conhecimento sobre a fauna e avaliar como os animais utilizam o ambiente natural.










