Veja as principais notícias no MODO STORIES
Novembro  Negro: 10 comunidades quilombolas recebem títulos fundiários
“Dom de Iludir”, da Netflix, lembra caso real de golpe de R$ 725 milhões
Rede de água de Várzea Grande terá reforma com contrato de R$ 12,2 mi
Atacante de 30 anos do Tenerife morre após choque durante partida
FPA deve se reunir nesta 4ª com Durigan para avançar com MP das dívidas
Lula vai a São Paulo para fazer exames de rotina nesta terça-feira
Mega da Virada: Caixa anuncia que prêmio deve superar R$ 1 bilhão
Três municípios de MT são alvos de operação por suspeita de fraude em licitações em prefeitura de Goiás
NOVA MUTUM CLIMA

“Dom de Iludir”, da Netflix, lembra caso real de golpe de R$ 725 milhões


A estreia nacional da Netflix, “Dom de Iludir”, trouxe Marieta Severo, Nanda Costta e Alice Wegmann protagonizando um suspense do mundo das milionárias das artes brasileiras. Mas a história parece ter um pé na realidade.

Em 10 episódios, o público conhece a história de Lúcia Rossetti (Marieta Severo) uma colecionadora de arte que está desesperada para encontrar a cura da doença de sua filha, Maíra (Alice), que a faz buscar uma terapia espiritual. Enquanto buscam a cura, elas se veem no centro de um golpe milionário.

Apesar de a Netflix não confirmar que o enredo foi baseado em alguma história real, a trama lembra muito um caso que aconteceu no Rio de Janeiro em 2022. Na época, uma quadrilha roubou cerca de R$ 725 milhões em joias, obras de arte e dinheiro de uma idosa de 82 anos. A quadrilha era organizada pela filha da idosa, Sabine Boghici.

No caso dos Boghici,  Geneviève Boghici foi abordada na rua por uma suposta vidente que afirmava que sua filha estaria doente e morreria em breve. Diante do apresentado, a idosa foi convencida, também pela filha, a fazer pagamentos para um tratamento espiritual proposto pela mulher. A filha passou a afastar a mãe do convívio de outras pessoas, incluindo antigos funcionários que foram dispensados. Quando a vítima passou a questionar a situação, ela passou a ser agredida e ameaçada.

Os que lembraram do caso perceberam os pontos em comum com “Dom de Iludir”, com a promessa de cura de uma doença, exploração emocional em torno de um grande roubo de artes. “Muitas vítimas não percebem que estão sendo enganadas porque confiam emocionalmente em quem pratica a fraude. Quando isso ocorre dentro da família, a situação pode ser ainda mais delicada. A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção patrimonial, especialmente para pessoas idosas”, avalia a advogada criminalista Lorena Pontes em nota à CNN Brasil.

Lorena acrescenta que a manipulação emocional usada por criminosos para explorar justamente os sentimentos de uma vítima pode configurar estelionato e, dependendo do agravamento das circunstâncias, como ameaça e violência, se enquadra em mais crimes.

Ela ressalta que séries como essa são importantes para levantar a discussão e o alerta para comportamentos suspeitos. “É importante compreender que golpes não acontecem apenas entre desconhecidos. Eles também podem ocorrer em relações familiares ou afetivas, especialmente quando uma pessoa utiliza a confiança da vítima para obter vantagens financeiras. Identificar esses sinais é fundamental para interromper situações de abuso.”



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News