O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou, nesta quarta-feira (7), que a filha, Raquel Cattani, não foi assassinada por ser mulher, mas pelo ex-marido, que, segundo ele, não aceitava o fim do relacionamento. A declaração foi feita durante sessão na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), nesta quarta-feira (7) enquanto o parlamentar defendia a posição da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL), que questiona a tipificação do feminicídio.
Para ela, casos classificados como feminicídio seriam motivados por relações passionais e sentimento de posse. Cattani disse concordar com parte do argumento da correligionária e citou o caso da própria filha.
Segundo o deputado, o fato de Raquel ter sido morta pelo ex-marido e dentro de casa poderia ser considerado agravante, mas ele questionou a classificação do crime como feminicídio por ela ser mulher.
Raquel Cattani foi encontrada morta em um dos quartos da casa onde morava, em julho de 2024. Segundo a polícia, ela apresentava diversas lesões de defesa, principalmente nos braços e antebraços, com perfurações provocadas por faca.
De acordo com a investigação, Romero teria levado o irmão no próprio carro e o deixado escondido nas proximidades da propriedade de Raquel. Ao longo do dia, ele teria almoçado com o ex-sogro e, em seguida, levado os filhos do casal para Tapurah, com o objetivo de criar um álibi e se afastar do crime que, segundo a polícia, já estava planejado.
Ainda conforme a investigação, na tarde do dia 18 de julho, Romero convidou pessoas com quem não tinha muita convivência para beber e assar carne. À noite, ele chegou a ir a três boates em Tapurah.
No local do crime, a perícia constatou sinais de violência e encontrou uma televisão quebrada. A motocicleta e o celular da vítima também foram levados da residência, localizada em um sítio no Assentamento Pontal do Marape, em Nova Mutum.
Raquel e Romero mantiveram um relacionamento por cerca de 10 anos, e, segundo a denúncia, ele não aceitava o fim do relacionamento. A acusação aponta que Romero teria planejado o crime e oferecido R$ 4 mil ao irmão, Rodrigo, para matar Raquel. Conforme a investigação, os dois teriam combinado previamente a forma como a execução seria realizada.










