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Democracia exige união contra organizações criminosas


O papel da sociedade no combate às organizações criminosas foi destacado durante um encontro promovido pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) com autoridades do sistema de Justiça e da segurança pública. A discussão abordou os desafios que o avanço desses grupos representa para a democracia e a importância da integração de informações.

O subprocurador-geral de Justiça de Atuação Especializada do MPRJ, Cláudio Varela, defendeu a participação da população no fornecimento de informações aos órgãos responsáveis pela investigação e repressão da criminalidade.

Segundo Varela, denúncias feitas por cidadãos tiveram papel relevante em investigações conduzidas pelo MPRJ. Ele citou sua atuação à frente do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em 2009, quando informações recebidas pelo Disque-Denúncia contribuíram para a CPI das Milícias e para outras apurações relacionadas à atividade criminosa.

Durante o encontro, os participantes também discutiram a necessidade de ampliar o compartilhamento de dados entre as instituições. A avaliação apresentada foi de que a integração das informações pode contribuir para o enfrentamento das organizações criminosas e para a proteção do sistema democrático.

O ouvidor do MPRJ, David Faria, ressaltou que as ouvidorias públicas têm função importante na aproximação entre a população e as instituições. Para ele, o recebimento das demandas sociais é essencial para que os órgãos responsáveis possam atuar de acordo com as necessidades apresentadas pelos cidadãos.

Canais de atendimento durante as eleições

Em razão do período eleitoral, a Ouvidoria do MPRJ ampliou os canais de atendimento à população. Desde 8 de agosto, estão em funcionamento os plantões das Eleições 2026, que seguem até 25 de outubro para receber e acompanhar manifestações relacionadas ao processo eleitoral.

A estrutura disponibilizada pelo Ministério Público também contempla orientações sobre situações que podem ser comunicadas pelos eleitores. Entre os casos estão compra de votos, boca de urna, coação, transporte irregular de eleitores, violência política de gênero, caixa dois e propaganda eleitoral irregular.

Também podem ser encaminhadas manifestações sobre divulgação de fatos inverídicos e crimes contra a honra relacionados ao contexto eleitoral. A iniciativa busca facilitar o acesso da população aos canais institucionais e fortalecer a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização do processo eleitoral.

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