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Colômbia revoga tarifas de 100% sobre produtos do Equador


O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou nesta segunda-feira (13) que seu país não vai impor tarifas de 100% sobre as importações do Equador, revertendo um anúncio feito na semana passada pelo Ministério do Comércio.

Em vez disso, Petro disse que a Colômbia introduzirá subsídios e o que ele descreveu como tarifas “inteligentes”, sem fornecer mais detalhes.

“Não haverá tarifas de 100%, ministro do Comércio, não somos tão estúpidos”, disse Petro durante uma reunião de gabinete televisionada.

“Tudo o que for necessário para a Colômbia, a 0%, entrará”, acrescentou.

Na semana passada, o Equador anunciou que aumentaria as tarifas sobre as importações da Colômbia para 100% a partir de maio, citando o que chamou de falha da Colômbia em implementar medidas de segurança concretas e eficazes ao longo da fronteira compartilhada.

Após o anúncio, o Ministério do Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia afirmou que aumentaria as tarifas sobre as importações do Equador de 30% para 100%, em meio a crescentes tensões diplomáticas entre os dois países.

“Tudo o que é produzido na Colômbia, mas que antes era importado do Equador, deveria ser produzido na Colômbia, com subsídios do Ministério da Agricultura para que fique mais barato”, disse Petro.

“Tudo o que é produzido na Colômbia e que não pode ser exportado para o Equador por causa da tarifa deveria ser exportado para a Venezuela, onde é necessário”, afirmou o presidente colombiano.

A disputa comercial entre os dois países começou em janeiro, quando o governo do presidente equatoriano Daniel Noboa impôs uma tarifa de 30% sobre as importações da Colômbia. O governo de Petro respondeu com uma medida semelhante e também suspendeu a venda de eletricidade para o país.

Noboa justificou os aumentos de tarifas apontando para o déficit comercial do Equador com a Colômbia e o que ele chamou de falta de cooperação de Bogotá no combate ao narcotráfico ao longo da fronteira compartilhada, onde operam grupos armados ilegais, incluindo guerrilheiros de esquerda envolvidos com o tráfico de drogas e a mineração ilegal de ouro.

Petro rejeitou as acusações, afirmando que a Colômbia mantém operações contra o narcotráfico e grupos armados ilegais ao longo da fronteira, como demonstrado pelas apreensões de cocaína.

De acordo com o DANE, o instituto nacional de estatística da Colômbia, o país registrou um superávit comercial de US$ 1,016 bilhão com o Equador em 2025, com exportações de US$ 1,847 bilhão e importações de US$ 830,1 milhões.



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