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Caso Moïse: terceiro acusado é condenado a 18 anos e 8 meses de prisão


O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou, nesta quarta-feira (15), Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, terceiro acusado de participar do assassinato de Moïse Kabagambe.

A pena foi de 18 anos e 8 meses de prisão.

A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, responsável por ter levado o caso a júri popular. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade.

Brendon foi o último dos três denunciados a ser julgado. Em março de 2025, os outros dois réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados a penas que somam 44 anos de prisão, em regime fechado.

Segundo a denúncia, imagens de câmeras de segurança mostram que Brendon participou diretamente das agressões. Ele também aparece em um dos momentos de maior repercussão do caso, ao lado de outro acusado, posando para uma foto com a vítima já imobilizada no chão.

As gravações indicam que os três acusados espancaram Moïse com um taco de beisebol, além de socos, chutes e tapas, por cerca de 13 minutos. A vítima foi derrubada, amarrada e ficou sem possibilidade de defesa durante o ataque.

No julgamento dos outros dois envolvidos, o Conselho de Sentença reconheceu que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e sem chance de defesa para a vítima.

Os três agressores presos negaram que tivessem a intenção de matar Moïse e o acusam de ter tentado pegar bebidas do freezer do quiosque sem o consentimento dos funcionários. A CNN Brasil teve acesso às imagens do circuito interno de monitoramento do quiosque à época. Elas mostram que Moïse sofreu pelo menos 30 golpes



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