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Botox pode afetar emoções, conexões sociais e até a vida sexual, apontam estudos




Botox afeta as emoções
O botox está acabando literalmente com as emoções. E não se trata somente das emoções de personagens interpretados por atores e atrizes com a cara cada vez mais congelada por conta da pressão estética. Mas também das de pessoas físicas que passam pelo procedimento.
Isso porque a toxina botulínica não altera apenas a forma como nosso rosto expressa essas emoções. Ela também afeta a chamada mimética facial, que é a nossa capacidade de imitar e ler o que os outros estão sentindo.
Vai dizer que você nunca ficou com vontade de rir quando viu outra pessoa gargalhando?
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Os temidos pés de galinha, por exemplo, se formam quando a gente sorri de forma genuína. É o chamado “sorriso de Duchenne”, nome chique para o “sorrir com os olhos”. 
É por isso que esse tipo de marca é chamado de linha de expressão, porque expressa emoções específicas. Nesse caso, alegria, felicidade, simpatia, por aí vai.
E se você aplica botox para apagar essas linhas, as pessoas podem achar seu sorriso falso e interagir de forma diferente com você. 
Além disso, com a cara congelada, você perde a capacidade de imitar as expressões da outra pessoa. Isso atrapalha o cérebro na hora de decodificar as emoções de forma rápida e precisa e pode limitar sua capacidade de entender as pessoas ao seu redor e se conectar com elas. 
Estudos recentes descobriram que esse congelamento dos músculos da face pode afetar diretamente como a gente sente essas emoções.
Isso porque essa relação é uma via de mão dupla. Ou seja, a gente não sorri apenas porque está feliz. Muitas vezes, o próprio ato de sorrir deixa a gente feliz. 
Tanto é que uma pesquisa mostrou que o congelamento dos músculos responsáveis pelos pés de galinha está associado a um aumento nos níveis de depressão.
Afinal, sem o movimento espontâneo dos olhos, o cérebro deixa de receber o feedback positivo necessário para manter o humor elevado. 
Da mesma forma, pessoas que aplicaram botox nas linhas que aparecem entre as sobrancelhas relataram melhora no humor – porque pararam de sentir a tristeza ou a preocupação que faz a testa franzir. 
Até aí tudo bem, né? Mas e se eu te disser que o botox pode afetar até mesmo sua vida sexual?
Cientistas observaram que as pessoas involuntariamente contraem os músculos da testa naquela fase de excitação que antecede o clímax. O que, de acordo com a teoria das emoções corporificadas, apoia e intensifica a experiência do prazer. 
É por isso que mulheres que congelaram a testa com botox relataram uma queda significativa na função sexual geral, com orgasmos mais difíceis de alcançar – e menos satisfatórios.
Ou seja, a expressão facial é parte ativa do prazer, não apenas um reflexo dele. Mais uma prova de que o corpo e a mente estão bem mais conectados do que muita gente imagina.
Botox pode afetar emoções, conexões sociais e até a vida sexual, apontam estudos
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