O Banco de Israel reduziu, nesta segunda-feira (25), as taxas de juros de curto prazo pela primeira vez desde janeiro, citando uma forte valorização do shekel e inflação estável, embora tenha alertado que os cortes futuros serão graduais, visto que a incerteza em relação à guerra com o Irã permanece elevada.
O BC israelense, como esperado, reduziu a taxa básica de juros de 4% para 3,75%. O banco central havia reduzido a taxa em novembro e janeiro.
O fato de a inflação anual ter se mantido em 1,9% em abril, dentro da meta de 1% a 3%, foi o principal fator para a flexibilização da política monetária, segundo Andrew Abir, do Banco de Israel.
A inflação controlada foi possível devido à forte valorização do shekel para o nível mais alto em 33 anos em relação ao dólar.
“Isso certamente nos dá margem para reduzir as taxas, mesmo com a incerteza geopolítica”, declarou Abir à Reuters.
Ainda assim, embora os riscos geopolíticos tenham diminuído, eles não desapareceram e “isso significa que precisam ser mais cautelosos com o ritmo em que alteram a taxa de juros”, acrescentou.
Em março, o Banco de Israel havia previsto dois cortes na taxa de juros até o início de 2027, ou uma taxa básica de 3,5%. Futuros cortes na taxa, de acordo com Abir, dependem dos dados econômicos.
Os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro. Um cessar-fogo firmado em 8 de abril se manteve, mas permanece frágil.
O Ministro das Finanças Bezalel Smotrich classificou o corte de 0,25 ponto percentual como “insuficiente e tardio” e afirmou que um corte maior era necessário “para facilitar a vida dos exportadores, das famílias e dos empresários”.
“Não estamos tentando surpreender os mercados”, destacou Abir. “Estamos tentando definir um nível de política monetária compatível com as expectativas de inflação e com o que está acontecendo na economia real”, continuou.











