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Atirador em jantar com Trump: Chegar perto é sinal de falha, diz professor


O professor de Relações Internacionais da UFRJ Fernando Brancoli avaliou que o recente incidente envolvendo tiros durante um jantar com a presença de Donald Trump revela preocupantes falhas no esquema de segurança, apesar da rápida resposta do serviço secreto americano.

Durante entrevista ao CNN Prime Time, Brancoli destacou que “a capacidade de um indivíduo chegar com uma arma desse calibre a metros de autoridade já é um indício muito claro de uma falha e de um problema”. O especialista explicou que, embora defensores do processo de segurança argumentem que a resposta foi rápida e eficiente, o fato do atirador ter conseguido se aproximar tanto já representa uma grave vulnerabilidade.

Contexto da violência política nos EUA

O episódio ocorre em um momento de crescente polarização nos Estados Unidos. Segundo Brancoli, o ex-presidente Barack Obama manifestou preocupação nas redes sociais afirmando que “isso está começando a ficar comum demais”. O professor observou que, embora os EUA tenham histórico de ataque contra presidentes, ao longo dos últimos 20 anos não havia “essa quantidade de atentados, de processos violentos contra autoridades”.

“Me parece que a gente está num momento de polarização tão explícita que indivíduos, como o caso desse atirador, professor de escola, em alguma medida se sentem autorizados a tomar uma medida, um ato tão violento e bizarro”, analisou Brancoli. O especialista ainda destacou que o fácil acesso a armamentos nos Estados Unidos agrava a situação, tornando improvável uma solução a curto ou médio prazo.

Diferentemente do atentado anterior sofrido por Trump, quando foi atingido na orelha e quase morto, este incidente foi controlado mais rapidamente. Brancoli mencionou que Trump tem sido acusado pela oposição democrata de usar politicamente esses eventos, especialmente após uma semana complicada para o republicano, com falhas nas negociações de cessar-fogo com o Irã.

O professor também comentou sobre projetos arquitetônicos de Trump, como a construção de um grande centro de eventos ao lado da Casa Branca, que seria mais alto que a própria residência presidencial, refletindo o desejo do ex-presidente de deixar marcas arquitetônicas duradouras em Washington.



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