A PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) registrou uma nova ocorrência envolvendo o argentino David Juan Manuel Corbalan, reconhecido por aplicar um golpe conhecido como “estelionato amoroso” em uma senhora aposentada, novamente pela prática de estelionato sentimental e furto de abuso de confiança, nesta segunda-feira (13).
De acordo com a corporação, a nova vítima, de 48 anos, conheceu o argentino pela internet em novembro de 2025. Para a vítima, David afirmou ser um príncipe de Dubai e logo teve a permissão da brasileira para morar em sua residência.
Em abril, ainda de 2025, o argentino foi embora da casa, levando diversos pertences da vítima, além do cartão de crédito da irmã dela. Os agentes informaram que ele sacou cerca de R$3.500,00 e usou todo o limite disponível no cartão.
Além disso, a PCERJ também recebeu informações de que, durante o relacionamento do argentino com a brasileira, ele pediu para que ela abrisse uma conta bancária no nome da própria vítima e com o cartão ficou em posse de David.
A vítima relatou que descobriu que ele vendeu diversos telefones móveis para vizinhos. Os celulares não chegaram a ser entregues.
Os policiais ainda contam em nota que “ironicamente David mostrava grande desprezo por brasileiros e afirmava que quem roubava dinheiro no Brasil não ia para a prisão.”
Relembre o caso
Entre 2023 e 2024, David Juan aplicou o “estelionato amoroso” em uma senhora aposentada que residia em Copacabana, no Rio de Janeiro. Com esta vítima, ele afirmou ser um herdeiro árabe com bens bloqueados.
Ele induziu a vítima a realizar 269 transferências bancárias, resultando em um prejuízo de R$1 milhão. Ainda é confirmado pela PCERJ que ele se aproveitou da internação da vítima para furtar bens de seu apartamento, como eletrônicos, jóias e documentos.
As investigações revelaram que ele utilizava contas em nome de outras mulheres para movimentar valores e tinha um histórico de crimes relacionados desde 2015.
A conclusão do inquérito acusou o argentino por estelionato continuado e furto qualificado pelo abuso de confiança. Na época, ele foi preso preventivamente, pelo risco iminente de fuga, já que ele estava vendendo pertences para deixar o local.
Em sede policial o mesmo afirmou já ter sido preso na Argentina por esta mesma modalidade criminosa e que estava fugindo para São Paulo.











