Veja as principais notícias no MODO STORIES
Pai morre após acidente entre carro e moto na BR-163 em MT
André de Seixas ao CNN Talks: “Sem porto, eu não cresço o país”
“CapacitAção” abre 85 vagas de aprendizagem técnica com contratação CLT e bolsa remunerada em MT
Grupo suspeito de furtar caminhonetes é alvo de operação em Cuiabá
40% do mercado disputado entre portos é ignorado, diz NeoWise ao CNN Talks
Prefeitura confirma construção da nova Feira do Peixe do Praeirinho e encerra problema histórico
Envelhecimento funcional no Brasil começa 10 anos antes da Europa
Fortaleza 3 x 2 Palmeiras: veja os melhores momentos pela Copa do Brasil
NOVA MUTUM CLIMA
Publicidade Nova Mutum

André de Seixas ao CNN Talks: “Sem porto, eu não cresço o país”


O leilão do Tecon Santos 10 já foi adiado pelo menos oito vezes e segue sem definição, se tornando um dos temas de debate do CNN Talks: Quando as Regras Mudam. Para o entrevistado André de Seixas, presidente da Logística Brasil, a indefinição representa um risco concreto para toda a cadeia produtiva brasileira e para a sociedade como um todo.

Risco de colapso em Santos

De acordo com André de Seixas, estudos indicam que o Porto de Santos, o maior porto do Brasil e da América Latina, pode entrar em colapso entre 2028 e 2029.

Ele explicou que o problema não é apenas de espaço físico nos pátios, mas também de falta de berços de atracação. “Você ter mais quatro berços em Santos é fundamental”, afirmou.

A gravidade da situação é reforçada por dados da Unctad, citados por Seixas, segundo os quais de 80% a 90% de tudo o que se consome no mundo passa por um contêiner.

Diante desse cenário, qualquer gargalo no principal porto brasileiro tem repercussões diretas sobre importadores, exportadores e consumidores finais.

Impacto para exportadores e importadores

Seixas destacou que, quando um armador arrisca perder uma janela de atracação em Santos, ele simplesmente pula para outros portos, deixando para trás todos os operadores que aguardavam o embarque ou o recebimento de suas cargas.

“A cadeia toda para trás deles é prejudicada”, ressaltou. Segundo ele, o problema de Santos é, na prática, um problema do Brasil inteiro.

Ele também chamou atenção para o impacto sobre as exportações.

Na avaliação de Seixas, empresas que têm mais carga para exportar deixam de projetar seus negócios e de gerar empregos porque não há capacidade portuária suficiente para escoar a produção.

“Sem porto, eu não cresço o país. Um país com mais de 7 mil quilômetros de costa, sem porto, não cresce”, declarou.

Prejuízo bilionário e a sociedade alijada

André de Seixas manifestou preocupação com o fato de a população não estar suficientemente informada sobre o que ocorre com o Tecon Santos 10. “Se o povo soubesse o que está acontecendo no Tecon Santos 10, ele estaria revoltado”, afirmou.

Para ele, o atraso do leilão está impedindo o desenvolvimento de parte considerável do país, e os prejuízos acumulados, se somados, chegam a “bilhões e bilhões a mais do valor desse leilão”.

Seixas concluiu destacando que o setor logístico trabalha, em última instância, para que produtos cheguem às prateleiras de supermercados e farmácias a preços acessíveis, gerando empregos e promovendo o crescimento econômico. Na sua visão, a paralisação do leilão compromete diretamente esse objetivo.

O CNN Talks: Quando as Regras Mudam reúne autoridades, empresários, especialistas e representantes da infraestrutura para debater os efeitos que decisões tomadas para responder às urgências do presente podem produzir sobre investimentos planejados para décadas.



Source link

Publicidade Publicidade Alerta Mutum News

Related Post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Logo Alerta Mutum News