A Linha 20-Rosa que ligará a Lapa, região da zona oeste de São Paulo, até Santo André, no ABC Paulista, está prevista para ser inaugurada apenas em 2027, mas já está sendo alvo de uma disputa envolvendo o Metrô de São Paulo e moradores do Jardins, região nobre da capital.
A AME Jardins (Associação dos Moradores e Amigos dos Jardins) acionou o MPSP (Ministério Público de São Paulo) e apresentou uma manifestação contra o Metrô. A entidade questiona a eliminação das estações previstas para o trecho entre o Largo da Batata e a Avenida Cidade Jardim.
As estações foram pensadas no projeto entre 2012 e 2019. No entanto, o Metrô afirma que esses documentos tinham caráter apenas conceitual e serviam como referência inicial para os estudos. Em 2021, após a conclusão de projetos de engenharia, a Companhia decidiu por um novo trajeto que deverá passar por meio dos bairros de Pinheiros e do Jardins.
No entanto, na manifestação, os moradores da região dos Jardins alegam falta de motivação para a eliminação das estações.
“A nossa principal contestação é que o trajeto atual vai atender menos gente, vão tirar estações da Faria Lima que estavam previstas. Seria como fazer um metrô para a Avenida Paulista com as estações na Alameda Franca. Ou como andar em zigue-zague em vez de ir em uma linha reta. Não faz o menor sentido”, afirmou Fred Affonso Ferreira, presidente da AME Jardins.
Por outro lado, o Metrô estima que a mudança represente uma economia de R$ 1,2 bilhão no projeto. Segundo a companhia, a construção da linha sob a Avenida Faria Lima seria mais complexa e cara devido à profundidade de empreendimentos existentes na região.
A companhia também afirma que a manutenção das estações aumentaria a circulação de passageiros na Linha 4-Amarela, que já registra grande fluxo nos horários de pico.
O Ministério Público pediu esclarecimentos e justificativas técnicas para a retirada das quatro estações. Até o momento, não há inquérito aberto.
À CNN Brasil, o Metrô afirmou que o planejamento das linhas considera a integração de toda a rede de transporte metropolitano, e não o atendimento exclusivo a uma avenida.
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O Metrô esclarece que não é correto tratar os desenhos preliminares do traçado da futura Linha 20-Rosa como “projetos originais” que foram posteriormente alterados. Os esboços, incluindo documentos de 2012 e 2019, tinham caráter apenas indicativo e conceitual, serviam como referências iniciais catalogadas para orientar o desenvolvimento dos estudos e subsidiar análises técnicas mais detalhadas.
A definição do traçado ocorreu posteriormente, durante produção do Anteprojeto de Engenharia e dos estudos ambientais, quando foram avaliadas diferentes alternativas com base em critérios como demanda de passageiros, integração com a rede, viabilidade de engenharia, além do levantamento em campo de aspectos geológicos, impactos urbanos e ambientais, desapropriações, custos, prazos e operação do sistema.










