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Economia cresce 0,7% em maio com influência do agronegócio, aponta FGV


A agropecuária voltou a registrar crescimento em maio e foi um dos principais fatores que ajudaram no resultado de expansão da atividade econômica brasileira no período em 0,7%, segundo o Monitor do PIB da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), divulgado nesta segunda-feira (20).

O percentual considera o ajuste sazonal e é comparado com abril. Além da agropecuária, o setor de serviços também avançou, enquanto a indústria ficou estável.

Na avaliação da coordenadora da pesquisa, Juliana Trece, o resultado do campo representa uma recuperação, após uma sequência de meses de retração.

“As taxas de variação positivas na agropecuária e no setor de serviços, em conjunto com a estabilidade da indústria, ajudam a explicar o crescimento estimado de 0,7% do PIB em maio”, afirmou.

Apesar da contribuição do agro para o resultado do mês, a economista pondera que o desempenho da economia ainda apresenta sinais de perda de fôlego.

Ela reforçou, em nota, que a retomada da agropecuária ocorre depois de um período de queda, enquanto a indústria mostra estagnação e o crescimento segue concentrado no consumo das famílias.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias cresceu 3,3% no trimestre móvel encerrado em maio, impulsionado principalmente pelos gastos com serviços e bens duráveis. Já os investimentos, medidos pela FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), avançaram 2%, com destaque para tecnologia, serviços de informação, máquinas, equipamentos e construção.

As exportações cresceram 4,3% no trimestre móvel até maio, mas desaceleraram em relação aos meses anteriores, refletindo principalmente um menor ritmo das vendas da indústria extrativa. As importações, por sua vez, avançaram 8,9%, puxadas pela compra de serviços ligados à tecnologia e de automóveis.

Na comparação com maio do ano passado, o PIB brasileiro cresceu 1,2%. No acumulado de 12 meses até maio, a expansão estimada pela FGV foi de 1,7%.



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