Um acionamento de emergência com alto grau de periculosidade mobilizou militares em uma rodovia federal no interior do estado durante a madrugada. Um agente de segurança pública e a esposa foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros após apresentarem severas alterações neuropsíquicas decorrentes da ingestão de chá de ayahuasca durante um ritual espiritual, na madrugada de sábado (18) de julho de 2026, no município de Juína, em Mato Grosso. Durante o atendimento, o homem, que estava armado às margens da Ponte do Rio Juruena, precisou ser convencido em uma negociação tática a entregar sua pistola aos militares.
O episódio mobilizou protocolos de gerenciamento de crise devido ao risco iminente de disparos de arma de fogo por parte do servidor público em surto alucinatório.
Equipe de resgate percorre 60 km para atender casal em surto na Ponte do Rio Juruena
De acordo com o histórico operacional do Corpo de Bombeiros, o chamado inicial de socorro foi feito pelo telefone de emergência 193 por um amigo do casal. Inicialmente, a informação repassada pelo solicitante era de que os dois apresentavam apenas episódios de vômitos intensos e mal-estar generalizado.
Como a guarnição do batalhão estava baseada a cerca de 60 quilômetros de distância do local exato da ocorrência, os militares solicitaram atualizações do quadro clínico antes de iniciar o deslocamento da viatura de resgate. Na sequência do contato, os solicitantes informaram que o casal havia ingerido a bebida ayahuasca, uma infusão botânica de origem indígena utilizada tradicionalmente em determinados rituais espirituais e de autoconhecimento.
Conforme os relatórios técnicos dos bombeiros, ao chegarem à cabeceira da ponte sobre o Rio Juruena, a equipe constatou que ambos apresentavam graves alterações neuropsíquicas, incluindo episódios agudos de alucinações visuais, delírios e uma forte sensação de perseguição (paranoia).
Bombeiros negociam desarmamento de servidor público após ameaça de saque de pistola
Durante a abordagem para avaliação dos sinais vitais, a situação evoluiu para um cenário de risco real. O agente de segurança, sob o efeito de delírios persecutórios, colocou a mão sobre a pistola que portava na cintura, em um movimento interpretado pela equipe de resgate como uma tentativa iminente de sacar a arma de fogo contra os militares.
Seguindo os rígidos protocolos de segurança e gerenciamento de crises, os bombeiros recuaram estrategicamente e iniciaram uma conversação técnica com o homem. O objetivo era convencê-lo a entregar o armamento sem que houvesse munição na câmara. Após uma resistência verbal inicial provocada pelo estado alterado de consciência do paciente, os militares obtiveram sucesso no diálogo, e o agente concordou em desarmar-se, entregando a pistola devidamente desmuniciada.
Os principais eixos informativos sobre a ocorrência de surto psicótico na região de Juína foram estruturados a seguir:
- Pacientes Socorridos: Um servidor da segurança pública e sua esposa (identidades preservadas por lei);
- Causa do Atendimento: Intoxicação e alterações neuropsíquicas após ingestão de chá de ayahuasca;
- Local da Intervenção: Margens da rodovia, junto à Ponte do Rio Juruena, em Juína;
- Encaminhamento Clínico: Contenção do surto e condução imediata para desintoxicação médica na UPA.
Vítimas de intoxicação por infusão espiritual dão entrada na UPA de Juína
Imediatamente após a neutralização do risco armado e a garantia da integridade física de todos os envolvidos na cena, o casal foi acomodado na viatura de resgate e encaminhado sob monitoramento clínico até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Juína para lavagem gástrica, hidratação e avaliação psiquiátrica médica.
A pistola e as munições do agente de segurança pública foram retidas temporariamente pela corporação para posterior devolução institucional ou entrega à delegacia da Polícia Civil. As identidades dos envolvidos não foram divulgadas oficialmente pelas autoridades em obediência às leis de privacidade e sigilo médico. Para acompanhar novas ações de resgate das forças de segurança no Noroeste do estado, acesse a cobertura do Corpo de Bombeiros.
Reportagem baseada em relatórios oficiais de atendimento pré-hospitalar e gerenciamento de crises de armas de fogo emitidos pela assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT).
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