A apuração preliminar do segundo turno da eleição presidencial na Colômbia marca um dos realinhamentos mais significativos dos últimos tempos no mapa de afinidade da América Latina com os Estados Unidos.
A pré-contagem indica vitória de Abelardo de la Espriella, da direita, que é apoiado por Donald Trump,
Se a contagem final confirmar o resultado, o candidato independente se juntará a vários outros resultados favoráveis às políticas de Trump nos últimos meses:
- Nasry Asfura, explicitamente apoiado pela Casa Branca, venceu em Honduras;
- Partido governista na Costa Rica, aliado dos EUA, manteve-se no poder;
- José Antonio Kast, da direita, derrotou a esquerda no Chile.
A política externa de Trump, empregando mecanismos como a guerra comercial, a ofensiva imigratória e o envio de tropas para o Caribe, por exemplo, tornou-se mais confrontativa do que durante seu primeiro mandato.
Assim, ao mesmo tempo, fortaleceu laços bilaterais e manteve os líderes latino-americanos em constante alerta, em um contexto marcado nas últimas décadas pela expansão econômica e diplomática da China.
A região também atravessa uma crise de multilateralismo, fomentada pelo bilateralismo promovido por Trump.
De fato, o bloco que mais se consolidou nos últimos meses foi um promovido pela Casa Branca: o Escudo das Américas, uma aliança de segurança que realizou seu primeiro fórum em Miami com a participação da Argentina, Bolívia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Paraguai e República Dominicana.
O ano eleitoral tem ainda a votação no Brasil, que poderá marcar definitivamente uma profunda mudança regional.
Lula busca reeleição no país mais populoso da região, tendo Flávio Bolsonaro, que é apoiado por Trump, como seu principal adversário.
Veja como fica a relação dos líderes da América Latina com Trump:
Aliados de Trump:
- Javier Milei, da Argentina
- Nayib Bukele, de El Salvador
- Daniel Noboa, do Equador
- Santiago Peña, do Paraguai
- José António Kast, do Chile
- Nasry Asfura, de Honduras
Parceiros
- José Raúl Mulino, do Panamá
- Rodrigo Paz, da Bolívia
- Laura Fernández, da Costa Rica
- Bernardo Arévalo, da Guatemala
Rivais ideológicos e parceiros estratégicos
- Luiz Inácio Lula da Silva
- Claudia Sheinbaum, do México
- Delcy Rodríguez, da Venezuela
- Yamandú Orsi, do Uruguai
Opositores
- Daniel Ortega e Rosario Murillo, da Nicarágua
- Miguel Díaz-Canel, de Cuba











