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O mercado de criptomoedas acompanha com expectativa o avanço do Clarity Act nos Estados Unidos. 

O Comitê Bancário do Senado aprovou o projeto na quinta-feira (14) passada. Agora, o texto segue para votação no plenário do Senado antes de uma possível sanção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Este e outros assuntos da economia serão abordados no programa e na News da Resenha, newsletter para manter os investidores informados e ajudar na tomada de melhores decisões no mercado.  

A proposta busca estabelecer regras mais claras para o mercado de bitcoin e criptomoedas, trazendo previsibilidade regulatória sobre o funcionamento do setor, incluindo definições sobre remuneração, produtos financeiros e atuação das empresas cripto no país.

Para Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, a aprovação no comitê já foi suficiente para movimentar o mercado.

“O mercado cripto está ansioso pois isso significa maior fluxo comprador e clareza para que investidores institucionais possam comprar, negociar e investir nesse mercado”, observa.

Segundo ele, a regulamentação abre espaço para maior entrada de capital institucional no setor, algo considerado importante para o amadurecimento do mercado de cripto.

Thiago Godoy, educador financeiro, destaca que o avanço regulatório representa uma mudança para um mercado que surgiu justamente como alternativa ao sistema financeiro tradicional.

“É irônico pensar que o bitcoin e as criptomoedas nasceram como uma alternativa ao sistema financeiro tradicional, mas agora podem se beneficiar justamente da aproximação desse mercado, que começa a ‘abraçar’ o setor cripto”, afirma.

Apesar do otimismo, Godoy alerta que a regulamentação não elimina os riscos do ativo digital.

“A regulamentação é importante, mas não significa que o bitcoin vai deixar de ser volátil. Ele continua sendo um ativo de risco mesmo com qualquer regulamentação”, diz.

No Brasil, o debate regulatório ainda acontece de forma diferente, mais concentrado em questões tributárias e operacionais do que em uma legislação ampla para o setor, analisa Pascowitch.

“Não vejo essa discussão regulatória no Brasil no mesmo nível americano. O que vejo mais são discussões tributárias envolvendo bitcoin e criptomoedas”, acrescenta.

Resenha do Dinheiro

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Thiago Godoy, o “Papai Financeiro”, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos; Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.



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