A diretora Susanna Lira, responsável pela nova série documental sobre a vida de Marília Mendonça (1995-2021), disse que a cantora foi uma das responsáveis por romper barreiras no sertanejo.
Em entrevista à CNN Brasil, ela fez uma reflexão: “Para as mulheres, a Marília é um marco na música brasileira, porque ela fez algo dentro de um gênero que é conservador, em que os homens predominavam. Para mim, essa é a marca dela. Existe um antes e depois dela”.
Susanna contou que começou a se interessar pelo trabalho da cantora quando percebeu que ela estava rompendo padrões dentro do sertanejo e falando “o que elas queriam ouvir”.
“Marília abriu as portas e acho que, depois dela, não existem mais limites para as mulheres na música brasileira”, disse.
A diretora disse à CNN Brasil que uma das coisas que mais a marcaram durante a pesquisa sobre a vida da Rainha da Sofrência foi o fato de que ela foi provedora da família desde muito jovem.
“A mensagem que a Marília deixa para a gente é de coragem, de persistência e de viver uma vida que vale a pena. Às vezes as pessoas vivem 80 anos e não cumprem o papel aqui na Terra. Ela viveu pouco tempo, mas deixou um legado muito importante. Temos que nos inspirar nela”, refletiu.
“Marília Mendonça: Sentimento Louco” reúne mais de 530 mil imagens, 50 mil vídeos e centenas de notas, mensagens e áudios que serviram de base para revelar passagens inéditas de sua vida e carreira.
A produção revisita os passos da Rainha da Sofrência e mostra com exclusividade arquivos pessoais e depoimentos de amigos, familiares e parceiros de estrada, como Maiara e Maraisa, Paula Fernandes e Zezé Di Camargo.
“A série está muito linda, me emocionei muito. É uma história de superação, uma história bonita, uma história da verdade sobre a Marília. Ela era irreverente. Eles entregaram a verdade dela, está muito lindo”, disse a mãe da cantora, Ruth Moreira, à CNN Brasil.
A estreia da série documentário está marcada para 16 de outubro no streaming do Prime Video.










