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Disucrso de Jane Fonda e homenagem a Peter Jackson dão início a Cannes


O Festival de Cinema de Cannes abriu oficialmente na noite de terça-feira (12) com um tom mais contido do que em anos anteriores, com menos celebridades de Hollywood do primeiro escalão no tapete vermelho e a política amplamente ausente dos discursos da cerimônia de abertura.

Durante a gala, o ator Elijah Wood entregou ao diretor de “O Senhor dos Anéis”, Peter Jackson, uma Palma de Ouro honorária pelo conjunto de sua obra.

Jackson, de 64 anos, relembrou como trouxe um clipe do seu primeiro filme da saga para Cannes há 25 anos, em uma tentativa de conquistar um público cético em relação à sua decisão de filmar a trilogia inteira simultaneamente.

A aposta valeu a pena, com a série — bem-sucedida crítica e comercialmente — vencendo 17 Oscars e arrecadando quase 3 bilhões de dólares em receita.

Jackson não discutiu política. O homenageado do ano passado, o ícone de Hollywood Robert De Niro, usou seu discurso para convocar protestos contra o presidente dos EUA, Donald Trump.

O único aceno político veio de Jane Fonda, atriz e ativista de longa data, que apareceu no palco ao lado de Gong Li, uma das atrizes mais conhecidas da China, para declarar o festival oficialmente aberto.

“Jane vem do Ocidente, eu venho do Oriente. Esta noite, estamos juntas aqui. Esta é a magia de Cannes”, disse Gong.

Fonda aproveitou seu tempo no palco para celebrar o cinema como um ato de resistência.

“Eu acredito no poder das vozes: vozes na tela, vozes fora da tela e, definitivamente, vozes nas ruas, especialmente agora”, disse ela, sob aplausos. “Vamos celebrar a audácia, a liberdade e o ato feroz da criação.”

Veja também: os looks do primeiro dia de tapete vermelho no Festival de Cannes



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