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Dia Mundial do Café: Brasil tem mais regiões produtoras do grão que UFs


No Dia Mundial do Café, o Brasil é destaque como expoente de produção e exportação. Nos últimos vinte anos, a pesquisa e as mudanças de manejo permitiram ao país saltar de cinco regiões para 35 locais onde se planta e se colhe o grão. Nesta evolução de décadas, o volume passou a caminhar junto com o investimento em qualidade, o que levou a associações e cooperativas a investirem em plantios mais sustentáveis que possam servir às xícaras mais exigentes do mundo, entre elas as de chefes de Estado. E nas projeções de safra 2026/27, o país lidera o ranking de líderes em cafeicultura e alcança números que representam 40% da safra global.

Com crescimento da produção, diversificação regional, investimento em qualidade e estratégias para ampliar mercados, o Brasil reforça sua posição como potência global do café. Ao mesmo tempo, transita em um ciclo de expansão que deve sustentar a competitividade brasileira nos próximos anos com diversificação de produtos de origem e destinos.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam que a safra 2025/26, já colhida, alcançou 66,2 milhões de sacas de café (entre arábica e conilon), alta de 17,1% na comparação com o ciclo anterior. A área em produção também avançou, estimada em 1,93 milhão de hectares, crescimento de 4,1%.

No cenário internacional, a consultoria StoneX projeta uma produção global de 182,5 milhões de sacas na safra 2026/27. Desse total, o Brasil deve responder por 75,3 milhões de sacas — o equivalente a cerca de 41,3% da oferta mundial — impulsionado por uma safra considerada cheia, ou “super safra”.

Além de maior produtor, o país mantém a liderança nas exportações. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o Brasil embarca, em média, cerca de 40 milhões de sacas por ano, consolidando sua posição como principal fornecedor global.

Diversidade produtiva e avanço regional

Um dos diferenciais da cafeicultura brasileira é a ampla distribuição geográfica. Levantamento da BSCA (Brazil Specialty Coffee Association) mostra que o país possui mais de 35 regiões produtoras de café, número superior ao de estados brasileiros. Essa diversidade se reflete também na qualidade e nos perfis sensoriais.

Atualmente, o Brasil conta com 14 indicações geográficas reconhecidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reforçando a valorização de origens e características específicas, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

No campo, Minas Gerais segue como principal produtor de café arábica, com grãos mais doces e voltados à exportação. Já o Espírito Santo lidera na produção de conilon, variedade mais encorpada, amplamente utilizada em blends e na indústria.

Nos últimos anos, novas fronteiras também ganharam espaço. A região amazônica passou a se destacar com sistemas agroflorestais e a produção do chamado robusta amazônico, muitas vezes cultivado por comunidades indígenas, agregando valor ambiental e social à cadeia.

Estratégia comercial e novos mercados

No comércio exterior, o Brasil busca ampliar mercados para além dos destinos tradicionais. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos lidera iniciativas como o projeto “Brazil: The Coffee Nation”, com horizonte até 2027, voltado à promoção de cafés especiais em países que ainda compram pouco do produto brasileiro.

Hoje, os principais compradores são Alemanha e Estados Unidos. No entanto, mudanças tarifárias recentes impactaram o ranking: o chamado “tarifaço” reduziu a competitividade brasileira no mercado americano, que perdeu a liderança entre os destinos. Com a revisão das tarifas, o setor aposta na retomada da demanda dos EUA.

Inovação e cafés de alto valor

A pesquisa também tem papel central na expansão da cafeicultura. Instituições como o Instituto Agronômico de Campinas e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária avançam no desenvolvimento de cultivares adaptadas a novas regiões, inclusive áreas não tradicionais e com limitações de espaço, como no Acre e na Paraíba.

Paralelamente, produtores têm investido em nichos de alto valor agregado. Variedades raras, como o Geisha — originária da Etiópia — vêm se adaptando bem a altitudes acima de 1.200 metros em Minas Gerais. Esses cafés especiais podem atingir preços de milhares de dólares por saca no mercado internacional.



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