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Sesc inicia em Porto Alegre a 28ª edição do Palco Giratório


O Serviço Social do Comércio (Sesc) lança nesta terça-feira (14), em Porto Alegre (RS), a 28ª edição do Palco Giratório, maior projeto de circulação de artes cênicas no Brasil. Participarão ao todo 16 grupos de teatro, dança, circo de 12 estados que percorrerão, até o final do ano, 113 cidades de 23 unidades da Federação.

Segundo o gerente interino de Cultura do Departamento Nacional do Sesc, Leonardo Minervini, 16 grupos vão circular o país com 381 apresentações e 164 ações formativas, englobando oficinas, pensamentos giratórios, que são encontros, palestras, formações, intercâmbios. 

“O Palco Giratório tem um olhar para todos os públicos e todas as idades, para todas as pessoas interessadas em conhecer, ter contato e se aprofundar sobre a produção das artes no Brasil e, de uma maneira mais ampla, com as manifestações culturais brasileiras”, afirmou Minervini.

Questões contemporâneas

De acordo com o gerente interino, o circuito sempre inclui espetáculos que falam sobre experiências de vida e levam os temas para debate.

“A gente tem vivências sensíveis, e a arte, por meio do teatro pode abordar temas que, muitas vezes, são complexos e questionam determinadas situações sociais. Também temos afirmações de identidade por meio de manifestações que circulam no palco giratório. São temas densos, complexos, mas abordados de maneira muito cuidadosa e inteligente”.


São Paulo (SP), 13/04/2026 - Palco Giratório Sesc 2026. Sobrevento para Mariela. Foto: Sesc/Divulgação
São Paulo (SP), 13/04/2026 - Palco Giratório Sesc 2026. Sobrevento para Mariela. Foto: Sesc/Divulgação

Palco Giratório Sesc 2026: Sobrevento para Mariela. Foto – Sesc/divulgação

Leonardo Minervino afirma que o objetivo principal do Palco Giratório este ano é proporcionar ao público “um olhar inteligente, sensível e participativo” para uma série de questões sociais contemporâneas.

O circuito começa amanhã (15), em Porto Alegre, com o espetáculo Frankinho – uma história em pedacinhos, do Rio Grande do Sul, dirigida à infância. Trata-se de uma história inspirada na obra Frankenstein, da escritora Mary Shelley. O espetáculo do coletivo gaúcho aproxima arte e ciência para estimular a criatividade do público. O circuito segue da capital gaúcha para Pernambuco e, depois, Santa Catarina.

A maioria dos espetáculos tem indicação etária livre ou a partir de 14 anos. “Por isso a gente fala que é um projeto cuja circulação aborda todos os públicos”.

Homenagem

A edição do Palco Giratório 2026 vai homenagear o grupo Sobrevento, referência internacional no teatro de animação, que está completando 40 anos. O grupo foi criado no Rio de Janeiro e está radicado em São Paulo, onde mantém atividades sem interrupção. 

“É uma forma de homenagear quem já está há muitos anos na cena; quem faz a diferença, quem transforma também as artes cênicas no Brasil e que serve de inspiração para tantos grupos, para tantos públicos, tantos fazedores de cultura.”

O Sobrevento apresentará o espetáculo de animação Para Mariela, que aborda de maneira sensível e poética os sonhos de uma vida simples e os desafios da imigração, a partir de histórias reais de crianças bolivianas.

Curadoria nacional

A escolha dos trabalhos artísticos foi feita pela curadoria nacional do Sesc. Em cada departamento regional, o Sesc tem uma profissional que atua com arte cênica, compõe a rede de curadoria e assiste mais de 150 espetáculos para definir os trabalhos artísticos que vão circular.

“Então, é fruto de muito trabalho coletivo e de muita diversidade de olhares para a cena contemporânea brasileira, não só centrado em um determinado estado, uma região do Brasil, mas com representatividade territorial do país.”

Alguns estados, como Rio Grande do Sul e Pernambuco, incluem em festivais espetáculos dos 16 grupos artísticos. Outros fazem mostras, que são recortes dos grupos participantes da nova edição do Palco Giratório. Cada estado tem autonomia para compor a programação. “Junto com esses grupos que vão circular pelo Brasil, a gente tem grupos locais,porque o Palco Giratório é, por essência, um projeto de intercâmbio das artes cênicas”, disse Leonardo Minervini.

Manifestações artísticas realizadas no ano passado pelo Sesc reuniram 33 milhões de espectadores no país. 



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