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Volta às aulas: ajuste no sono e rotina ajudam no fim das férias


Depois de semanas de férias sem aulas e lições de casa, é normal que crianças e jovens sintam dificuldade ao retomarem a rotina de estudos.

O processo de adaptação inclui reorganizar horários, restabelecer rotinas, reencontrar colegas, professores e descobrir, de novo, o ritmo natural da vida escolar. Mas tudo isso exige tempo para ser ajustado e pode envolver cansaço, distração, esquecimento, mau humor e resistência para realizar as tarefas escolares.

No entanto, alguns estudantes têm mais dificuldade em voltar nos primeiros dias. De acordo com Tiago Diana, diretor do Colégio Sigma, em São Paulo, esse comportamento é normal — e até esperado —, e deve ser encarado com naturalidade pelos pais.

“Uma aprendizagem significativa ocorre quando a criança se sente segura, pertencente e emocionalmente preparada”, diz ele. “Nesse processo, a parceria entre escola e família torna-se ainda mais relevante.”

Na maioria das vezes, essas atitudes não representam falta de interesse ou desmotivação. São sinais de um organismo que está reorganizando o ritmo biológico e cognitivo.

Pequenos gestos podem fazer a diferença, e os pais podem ajudar no ajuste gradual dos horários de sono, da rotina e na reorganização dos hábitos, com horários e demandas.

Outro ponto importante é evitar comparações. Cada aluno possui seu próprio tempo de adaptação. Frases como “seu irmão já voltou ao normal” ou “seus colegas conseguem” costumam gerar ansiedade e dificultar ainda mais esse processo.

“O acolhimento é muito mais eficiente do que a cobrança excessiva. Da mesma forma, cabe à escola compreender que as primeiras semanas têm um forte componente emocional. Antes de grandes desafios acadêmicos, é preciso reconstruir vínculos, fortalecer o sentimento de pertencimento e criar um ambiente em que o estudante se sinta seguro para aprender novamente. Quando a criança se sente acolhida, sua capacidade de concentração e aprendizagem tende a crescer naturalmente”, completa ele.



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