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Vale usa IA, imagens de satélites e drones para monitorar barragens


A adoção de novas tecnologias de ponta, como radares, satélites, drones e até inteligência artificial, tem ajudado a Vale na tarefa de monitoramento de barragens em todo o país.

O sistema funciona de forma contínua, com monitoramento 24 horas por dia, permitindo identificar rapidamente qualquer alteração nas estruturas.

O vice-presidente executivo técnico da Vale, Rafael Bittar, explicou à CNN como funciona o monitoramento das barragens.

Bittar foi entrevistado no programa Mapa da Mina, da CNN Money, que aborda os rumos da indústria de mineração.

Segundo o executivo, a empresa utiliza radares de movimentação capazes de identificar deslocamentos milimétricos nas barragens. Esses equipamentos permitem detectar mudanças quase imperceptíveis nas estruturas, aumentando o nível de segurança.

Além disso, sensores como os piezômetros são usados para medir a pressão da água no interior das barragens. Esse controle serve para avaliar a estabilidade da estrutura e prevenir riscos.

O uso de drones também passou a integrar o sistema de monitoramento, auxiliando na inspeção visual de áreas de difícil acesso e garantindo maior precisão na coleta de dados.

Grande parte dessas operações é coordenada por um centro de monitoramento geotécnico.

Esse centro funciona como uma sala de controle, onde equipes especializadas acompanham, em tempo real, todas as informações coletadas pelos equipamentos instalados nas barragens. A partir dali, é possível tomar decisões rápidas em caso de qualquer anormalidade.

“Tem uma série de tecnologias que colocamos. Além disso, estamos qualificando as pessoas para trabalharem com essas tecnologias”, afirmou Bittar.

A Vale também tem investido fortemente na descaracterização de barragens. Segundo a empresa, já foram destinados mais de US$ 5 bilhões para essas atividades.

 



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